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Auxiliares de ação educativa protestaram com vassoura e esfregona na mão

Foi no mínimo original o protesto que os auxiliares de ação educativa do antigo agrupamento de escolas da Cordinha realizaram esta manhã. Munidos de vassouras e esfregonas, aqueles profissionais foram a pé fazer limpeza na EB1 de Seixo da Beira, situada a cinco quilómetros.

A ordem era de realização de limpezas na Escola do 1º Ciclo de Ensino Básico de Seixo da Beira e os oito auxiliares de ação educativa ao serviço na sede do antigo Agrupamento de Escolas da Cordinha não hesitaram por um minuto na solução a tomar. Prontamente pegaram em baldes, vassouras, esfregonas e detergente e fizeram-se ao caminho a pé.

Uma forma que os funcionários encontraram para protestar contra a decisão de constituição do mega agrupamento de escolas de Oliveira do Hospital e que tem associada a deslocalização dos funcionários para as várias escolas do concelho, sem que seja assegurado o necessário transporte.

“Mandam-nos ir trabalhar para fora do local para onde concorremos e não há cuidado de preparar a logística”, denunciou esta manhã João Jorge, um dos oito funcionários que colocou “pés caminho”, numa forma de mostrar a insatisfação que, garante, é sentida por todos os colegas.

De acordo com aquele profissional, o que reina entre as escolas do concelho é “um clima de medo”, com as pessoas a temer pelo seu posto de trabalho. “Felizmente que alguns, hoje, têm formação e não se deixam entrar neste clima de intimidação”, referiu, destacando a importância de alguém ter que “dar a cara”.

Porta voz do grupo que hoje protestou de vassoura e esfregona em punho, João Jorge criticou a criação do mega agrupamento que entende desajustado à realidade do interior. “Deve-se vir ao terreno e não tomar atitudes na secretária, porque isto não é Lisboa, Porto ou Coimbra. É interior”, referiu, contando que no concelho uma escola pode distar 12 quilómetros de outra, mas não são 12 quilómetros que sejam percorridos com facilidade, seja por funcionários ou professores. Para aquele profissional “isto não é exequível”.

Solidário com o “protesto simbólico” protagonizado pelos auxiliares de ação educativa da Cordinha, o presidente da Câmara voltou a opor-se à constituição do mega agrupamento na certeza de que, por esta via, a intenção é de desmantelar as várias escolas do concelho”.

“Mas têm um adversário à altura”, avisou o autarca e recandidato à presidência da autarquia que garante estar ao lado da Comissão Administrativa Provisória do Mega Agrupamento de Escolas para que se encontrem “soluções a quem arranjou um mega agrupamento disparatado e prejudicando as pessoas e a educação”. “Não entendo que o PSD tenha uma candidata que é a principal responsável pelo que aconteceu”, disse ainda José Carlos Alexandrino que, ao mesmo tempo, se revelou preocupado com o ataque à escola pública em defesa dos colégio particulares. “O que o governo está a fazer é vergonhoso”, afirmou.

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