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Bombeiros voluntários de Oliveira do Hospital exigem melhoria das instalações e alguns admitem bater com a porta

Cerca de 90 por cento dos elementos do corpo de bombeiros da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital estão insatisfeitos com as actuais condições no quartel e subscreveram uma carta que foi enviada esta semana ao comandante Emídio Camacho e à direcção. A missiva reivindicativa, que começou a ser elaborada em Dezembro, partiu dos elementos voluntários, mas contou com a solidariedade dos cerca de 20 elementos efectivos que fazem parte do quadro permanente. Ao que o CBS apurou, os bombeiros estão também insatisfeitos com a estrutura da direcção que, dizem, raramente se desloca ao quartel ou tenta saber das necessidades dos elementos da corporação. Agora, caso não vejam satisfeitas as suas reivindicações muitos elementos admitem abandonar o voluntariado.

Os bombeiros consideram que as infra-estruturas do quartel estão longe daquilo que seria exigível. Recordam na missiva que não há sala de estar para os elementos da corporação, que o refeitório e o bar estão muito degradados e que  as camaratas, apesar de terem levado colchões novos há pouco tempo, também se encontram em mau estado.  “São situações que não podemos tolerar. Estamos aqui a exercer voluntariado e não nos oferecem as mínimas condições. As viaturas é um caso. Mas penso que desde que foi construído, este quartel não sofreu qualquer melhoramento”, explicou ao CBS um dos voluntários, reconhecendo que a não lhes ser dada uma resposta positiva o mais certo é começarem a abandonar a corporação. “Ficam apenas os do quadro”, sublinhou, agradecendo o facto de estes se terem solidarizado com a causa. Este elemento referiu ainda que também estão preocupados com ausência de ambulâncias suficientes  para suprir o forte fluxo de transporte de doentes para Coimbra. Além disso, refere que duas destas viaturas já se encontram em tão mau estado que não estão em condições de auxiliar correctamente os utentes.

Mas os “soldados da paz” não estão também satisfeitos com a actual estrutura directiva da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital. “Não é uma direcção que se envolva com a corporação de bombeiros. Com excepção do presidente da direcção [Arménio Alberto Tavares da Silva], os restantes elementos pouco se vêm e nem sabemos bem quem são”, explica, adiantando que as assembleias também são pouco participadas. “Mas a verdade é quase dá a ideia que são marcadas para não serem muito participadas”, refere, adiantando que ainda assim entre a meia dúzia de associados que se faz representar nestes encontros está quase sempre o ex-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital Mário Alves.

O CBS tentou falar com o comandante da corporação, Emídio Camacho, mas tal não se revelou possível.

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