Home - Opinião - “Caldeirada NATO” servida “a la Putin”. Autor: João Dinis, Jano

“Caldeirada NATO” servida “a la Putin”. Autor: João Dinis, Jano

Prossegue a guerra na Ucrânia e arredores com o cortejo de dramas e tragédias a sacrificar os inocentes.

Esta é uma guerra agudizada a partir de 24 de Fevereiro deste ano com a invasão de território ucraniano pela Rússia.  Mas também é a continuação de uma guerra que já vinha de trás e matava, aos milhares, desde 2014 e do golpe de estado na Ucrânia que instalou no poder o sistema político ainda hoje dominante.  Esta é a súmula da verdade histórica independentemente das interpretações mais subjectivas.

Porém, para lá de assassina, esta guerra é por demais perigosa e não apenas para quem lá anda no meio.  Perigosa para o Mundo e para a Civilização!

A invasão verificada é uma invasão militar e qualquer que seja o pretexto ou a quantidade de tiros disparados.  Devia ter sido evitada, sem dúvida.   A 24 de Fevereiro, Putin tomou a iniciativa da força militar mas não se está a dar bem no terreno, é pelo menos o que se diz nas televisões.  Seguramente quem se não deu nem se dá bem com esta guerra são as vítimas directas e indirectas do conflito.

Seguramente, quem se está a dar muito bem, a lucrar como nunca, esses são os donos da indústria do armamento, do petróleo, do gás líquido, da Banca, e outros especuladores de grande calibre que lucram imensamente inclusive com as ditas “sanções económicas” aplicadas à Rússia.  Enquanto isso, falta dinheiro para quase tudo nos Orçamentos do Estado menos para gastar na guerra “dos outros” que isso da “segurança nacional” em sentido restrito estar em risco com esta guerra é uma pura treta.  É a linguagem do dólar, dos belicistas e da NATO a falar…  Também por isso, só a Paz vale a pena pelo que quanto menos armas, melhor!

A “caldeirada NATO” ameaça “cozer em lume nuclear” com Putin a “cozinheiro” …

Os países da NATO como os EUA a capitanear engendram posições belicistas atrás de posições belicistas nisso misturando doses letais de armamentos.

Atentemos agora na situação que está a definir-se.  Putin abriu à força um vasto corredor pela região do Donbass (que liga à Rússia) e que agora englobou como parte integrante da Federação Russa.  Daí, vai continuar até fazer a ligação com a Crimeia que já está “integrada” há alguns anos.  Por isso, retira as suas tropas de outras regiões ucranianas – o que as televisões propagandeiam como sendo derrotas sucessivas das tropas russas – concentra-as no Donbass e na Crimeia enquanto mantém – à distância – bombardeamentos violentos e constantes sobre várias cidades ucranianas.  Putin pode aliás manter esta táctica durante meses e meses seguidos…  É a guerra.

Pelo seu lado, o presidente ucraniano e a sua “clique” dirigente – protegidos “em casa e na rua” pelos serviços secretos da Inglaterra e dos EUA – vão provavelmente insistir nos ataques militares e nas sabotagens – fizeram-no já no ataque à ponte que leva à Crimeia e no ataque à grande base militar, naval, russa em Sebastopol, no Mar Negro – e vão fazê-lo também no Donbass e em outras zonas do tipo.  E assim sendo, Putin vai reagir a doer e com tudo o que tem que, alegará, os ucranianos – com o apoio da NATO – estão a atacar territórios da Federação Russa.  Ou seja, se tiver necessidade, Putin vai utilizar, de início, as chamadas “armas nucleares tácticas” aliás tal como já ameaçou.  E depois?  Como vai reagir a NATO?  Atirando “pasteis de nato” ou também atirando bombas nucleares?  E depois? E por quanto tempo e em que condições haverá um “depois” (“day after” – dia seguinte)?…  Eis o pesadelo do terrível holocausto global que é absolutamente vital evitar-se!

Sim, só a Paz vale a pena!

– “Calem-se as armas!” – cito o Papa Francisco como ele disse logo nos primeiros dias desta guerra muito perigosa!

 

 

Autor: João Dinis, Jano

LEIA TAMBÉM

Tabaco: o inimigo mortal da saúde cardiovascular. Autor: João Brum Silveira

Todos os anos quase dois milhões de pessoas morrem devido ao tabaco, refere o relatório …

 Milhões de euros em «derrapagens» por Oliveira do Hospital. Autor: Carlos Martelo

Há quem diga que as «derrapagens» em prazos de execução de várias obras municipais pretendem …