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Câmara e Turismo do Centro desafiam operadores turísticos a aproveitar verbas do próximo Quadro Comunitário

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Dezenas de operadores turísticos de Oliveira do Hospital e da região tomaram, esta manhã, conhecimento das possibilidades de financiamento previstas no próximo quadro comunitário. A ideia é  aproveitar as verbas disponíveis e dar maior vitalidade a “uma atividade que está em crescimento contínuo e consolidado”.

Às portas de um quadro comunitário que “inscreve o Turismo como um dos eixos diferenciadores”, o município de Oliveira do Hospital e o Turismo do Centro de Portugal, informaram, esta manhã, os operadores e potenciais empresários do setor acerca dos novos instrumentos financeiros de apoio, como sendo a “Iniciativa Jessica” e o “Fundo Revitalizar Centro”.

Presente na abertura da sessão – que contou com a participação de Rui Soeiro, Caixa Geral de Depósitos, e Luís Quaresma, Oxy Capita e de José Manuel Esteves, diretor geral da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal – o presidente do Turismo do Centro de Portugal considerou ser este “o período mais fértil para acesso à informação e calendarização dos investimentos”.

Pedro Machado falava assim a a propósito de um quadro comunitário que estás prestes a findar e de um novo quadro que se revela favorável à atividade turística que “está em crescimento contínuo e consolidado”. “Prevê-se que entre 2010 e 2013 possa crescer entre os dois e os três por cento ao ano, o que revela que teremos 1,8 mil milhões de cidadãos em todo o mundo que, em 2030, procurarão o turismo”, referiu satisfeito Pedro Machado, notando que atualmente a atividade representa “mais de nove por cento do Produto Interno Bruto” e “trará desenvolvimento às nossas comunidades”. Um caminho só possível pela “aposta forte na comercialização” e pelo incremento da iniciativa privada que, ainda que apoiada, “deve ser ela própria a dinamizar a sua atividade” por via da “criação de valor”. No que à realidade oliveirense diz respeito, Pedro Machado tem a identificar os “custos de contexto” que, no imediato, associa à falta de acessibilidades. Ainda assim o responsável mostra-se otimista quanto ao próximo quadro comunitário que “será uma oportunidade” para o setor do turismo.

 “A Câmara não quer substituir os empresários, quer apoiar a iniciativa privada”

“É uma vergonha que tenhamos estas acessibilidades ”, criticou de igual modo o presidente da Câmara Municipal que não querendo deixar de associar Oliveira do Hospital à marca Serra da Estrela, critica o estado dos acessos na parte Norte da Serra. Uma situação que, na opinião de José Carlos Alexandrino, não se compadece com a dinâmica empresarial do concelho e de uma “força de exportação à volta de 300 milhões de Euros por ano”. “Também dificulta na área do turismo”, alertou o autarca que, enquanto vice presidente da CIM da Região de Coimbra partilhou aquela que é a preocupação dos municípios nas áreas do turismo e floresta. Avisou por isso das verbas que o próximo quadro comunitário reserva para aquelas áreas, pelo que “todos devem estar atentos” no sentido de as aproveitar.

Um trabalho que o autarca espera facilitar com a criação de uma equipa no seio do município destinada a apoiar na “área da obra física” e de “criação de planos de negócios”. “A Câmara não quer substituir os empresários, quer apoiar a iniciativa privada”, afirmou, ao mesmo tempo que defendeu uma aposta turística “em rede”. “Não acredito que um concelho sozinho desenvolva o turismo”, afirmou, considerando acertada a ideia da Rede das Aldeias do Xisto. Por cá, José Carlos Alexandrino assegura estarem reunidas as condições para avançar com a requalificação da Zona Histórica “neste mandato”.

No arranque da sessão, o presidente da União de Freguesias de Oliveira do Hospital e S. Paio de Gramaços partilhou o sucesso da iniciativa lançada há quatro anos, “Há Festa na Zona Histórica”, organizada com recurso a fundos comunitários, pensada para “alertar, sinalizar e incentivar à sua regeneração”. “Não é mais uma festa”, assegura Nuno Oliveira , considerando tratar-se de um evento que faz passar “15 mil pessoas” pela zona histórica oliveirense, onde espera um dia poder pôr em prática um conceito que não é novo, mas que se tem revestido de grande sucesso em Itália, que dá por nome de “albergue difuso”.

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