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Câmara foi a Travanca “prestar contas e combater mentiras”

… serviu ontem para “combater as mentiras que muitos apregoam nas ruas e cafés” de Travanca de Lagos.

O salão da Junta de Freguesia de Travanca de Lagos encheu-se, ontem, de populares que não faltaram à ação “Estamos a Construir o Futuro” promovida pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital em jeito de prestação de contas. Uma sessão que possibilitou um olhar pelas principais obras realizadas na freguesia no presente mandato e que teve sabor especial pelo facto de confirmar o arranque de “uma obra demasiado importante para ser esquecida e que já foi prometida por anteriores executivos”.

O presidente da Câmara Municipal, eleito pelo PS, referia-se em concreto às obras de saneamento e abastecimento de água há muito esperadas numa parte da freguesia que já se encontram em curso e ficarão concluídas no decorrer deste mandato. Uma obra de que José Carlos Alexandrino se orgulha de ter lançado, e que tem investimento associado de cerca de 300 mil Euros. Um valor que engrossa em muito o total de investimento feito na freguesia e que, até ao momento, se cifra num valor global de 500 mil Euros, do qual faz parte o subsídio à Junta de Freguesia e o apoio às coletividades.

Contas que o município fez questão de prestar publicamente numa ação necessária de assinatura de protocolos. “Venho dar o meu corpo às balas”, chegou a afirmar o presidente da Câmara Municipal que, enquanto político, se vê na necessidade de enfrentar as populações que em si confiaram para verificarem se cumpre ou não as promessas com que se apresentou a eleições. “Hoje em Portugal, os políticos em campanha prometem tudo, mas no poder esquecem-se de cumprir as promessas”, referiu o autarca que, juntamente com a equipa que o acompanha no executivo se orgulha de trazer ao concelho uma “maneira diferente de fazer política”. De um modo geral, a “aproximação às pessoas” e, em particular, a abertura com os presidentes de Junta de Freguesia.

“Os presidentes de Junta não precisam de vender a alma ao diabo para fazerem obra”, referiu considerando positivo o modelo de distribuição de subsídios que implementou na Câmara Municipal e que permite uma “distribuição equitativa” e que, no caso da Junta de Travanca, já se traduziu na transferência de direta de mais de 130 mil Euros. Uma cooperação que tem dado fruto por via das boas relações institucionais, mas sobretudo de “amizade” que Alexandrino se orgulha de manter com a generalidade dos autarcas.

Em Travanca de Lagos, Alexandrino fez ainda questão de elogiar a capacidade que executivo da Junta, composto por três forças, teve em vencer obstáculos e em realizar obra. “São um exemplo para a vossa freguesia”, sublinhou José Carlos Alexandrino que, já no arranque da ação “Estamos a construir o futuro”, recebeu palavras elogiosas do autarca eleito pelo PSD, António Santos, que em jeito de reconhecimento pelo apoio dado pelo presidente da Câmara à freguesia, chegou a fazer um apelo ao voto em José Carlos Alexandrino. “Em tempo de vacas magras, José Carlos Alexandrino não se tem esquecido de Travanca de Lagos, merece toda a nossa confiança e o nosso apoio”.

“Quem fechou o lar não fomos nós”

Palavras de mútuo reconhecimento numa ação, onde o presidente da Câmara fez questão de “combater as mentiras que muitas apregoam nas ruas e nos cafés” de Travanca de Lagos. “Se tivessem coragem de cá ter vindo, estou aqui para lhes prestar provas da verdade”, disse visivelmente incomodado o presidente da Câmara que, apesar de surpreendido com a presença dos jornalistas que não foram convidados para aquela iniciativa, distribuiu pelos populares cópia de ofício da Segurança Social, datado de dezembro de 2010, onde era dada ordem para a retirada dos idosos do Lar Sarah Beirão devido à “ausência de condições nas instalações” e à sua “situação ilegal”.

“Quem fechou o lar não fomos nós”, clarificou José Carlos Alexandrino, contando que ainda foi criada uma IPSS com o objetivo de possibilitar a continuidade do lar, mas tal não foi viável pelo investimento demasiado avultado que o mesmo exigia. Um espaço que o autarca assegura não ter caído no esquecimento da Câmara que tem “uma ideia” para a sua reutilização. No ar ficou a instalação da desejada Unidade de Cuidados Continuados.

Ainda no combate às mentiras, Alexandrino explicou que a antiga Escola do 1º Ciclo está a ser habitada por “doutores ligados à BLC3” e não por “ladrões” e que a “creche é para continuar” no âmbito da solução que o municipio encontrou junto da Fundação Aurélio Amaro Diniz decorrente da decisão da Segurança Social de retirar os acordos de cooperação que mantinha com a autarquia. Também no caso da EB1, Alexandrino sossegou a população de que a escola é para manter até ter alunos que o justifiquem. “Luto para que não seja extinta . Só pode ser encerrada quando tiver menos de oito ou nove alunos”, referiu.

Esclarecimentos que o autarca fez questão de prestar ao povo de Travanca de Lagos, ao qual anunciou “em primeira mão” a passagem da Volta a Portugal pela freguesia no próximo dia 16 de agosto, bem como a atribuição, a título póstumo, da medalha de ouro ou de mérito municipal à poetisa e filha da terra Maria Amélia Almeida, na comemoração do feriado municipal, a 7 de outubro.

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