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O misterioso funcionamento da Fundação Dona Maria Emília Vasconcelos Cabral

Câmara Municipal ainda sem solução para a Fundação Cabral Metello

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital ainda não encontrou uma solução para resolver os problemas de alegada ilegalidade que se vive na Fundação D. Maria Emília Vasconcelos Cabral (conhecida como Fundação Cabral Metello) onde, segundo a oposição, não estão a ser cumpridos os estatutos, nem se encontra ao serviço dos oliveirenses. Convidado, durante a última Assembleia Municipal, pelo social-democrata Rafael Costa a fazer um ponto e a clarificar a situação que se vive na instituição, José Carlos Alexandrino repetiu que a autarquia não se imiscui na administração das instituições. Ainda assim, disse estar a trabalhar no sentido que tudo seja “resolvido com dignidade”.

Invocando novamente a idade avançada do presidente da instituição para não tomar qualquer medida drástica, o autarca considerou que o caso tem de ser tratado com toda a razoabilidade. “É um homem por quem tenho muita estima, tem 91 anos, e temos de resolver o problema com dignidade. E é preciso lembrar que a Câmara Municipal não é dona da Fundação”, disse, sem adiantar mais pormenores.

“Pura e simplesmente só responde ao que lhe interessa”

Uma explicação que não convenceu a oposição. António Lopes aproveitou mesmo o tempo que lhe foi concedido para falar sobre o voto de louvor ao falecido comendador Serafim Marques para dizer que aguarda que não seja feito a este benemérito o mesmo que estão a fazer em relação à herança do comendador Cabral Metello. “E sabemos hoje o respeito que é dado à sua memória. Só espero que, no futuro, não façam o mesmo ao senhor Serafim Marques”, frisou numa alusão ao facto da Fundação D. Maria Emília Vasconcelos Cabral, que, no seu entender, é uma das instituições mais importantes da cidade, estar alegadamente a ser utilizada fora dos propósitos do testador e a funcionar de forma ilegal.

Rafael Costa, por seu lado, encolheu os ombros perante a justificação do autarca que deixou ainda outras perguntas do eleito por responder, entre elas se é ou não verdade que a BLC3 é agora uma empresa com fins lucrativos ou como será resolvido o problema dos comerciantes estabelecidos no mercado municipal que se queixam de não ter acesso a água e de as casas de banho estarem fechadas.

“Não é primeira vez. Pura e simplesmente só responde ao que lhe interessa. Tem sido prática comum”, referiu algo desalentado ao CBS Rafael Costa. “Basicamente não responde ao que é incómodo. É uma atitude de desprezo para com as perguntas da oposição”, concluiu.

Foto: site da Fundação D. Maria Emília Vasconcelos Cabral

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