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Câmara Municipal de Oliveira do Hospital cobra dois mil euros de água a casa desabitada na aldeia de Andorinha

Câmara Municipal de Oliveira do Hospital apresenta factura de dois mil euros de água a casa desabitada na aldeia de Andorinha

Os proprietários de uma casa desabitada na aldeia Andorinha, Concelho de Oliveira do Hospital, que vivem em Cascais, foram este mês surpreendidos com uma factura de água superior a dois mil euros. Referente ao mês de Agosto. Um período de tempo em que alegadamente terão sido consumidos mais de 1300 litros de água por dia. A autarquia, contactada pelo CBS, respondeu por escrito e diz já ter avaliado o caso, tendo chegado à conclusão que “o consumo de água da factura é real”, sublinhando ainda que os proprietários admitiram que a casa foi ocupada em determinado período do Verão. Uma versão que, no entanto, é contrariada pelos proprietários. Estes asseguram que a habitação não é utilizada há muito tempo.

Os serviços municipais confirmam, na sua explicação, que “pelas leituras mensais realizadas, em data fixa, pelos serviços municipais ao contador da habitação em causa”, verificaram “que entre os meses de Janeiro e Junho de 2014, não houve qualquer consumo de água”. Mas garantem que houve gastos “nos meses de Julho e Agosto”, ao mesmo tempo que admitem ter recebido uma queixa, na qual os proprietários reconheciam que alguém teria usado a casa. “Apercebendo-se de um consumo de água elevado, a titular da reclamação contactou telefonicamente os serviços e explicou que a habitação que diz estar devoluta, foi ocupada por familiares em determinado período do Verão, não descartando inclusivamente a hipótese de alguém ter deixado uma torneira aberta”, refere a missiva da autarquia.

A nora da proprietária (a proprietária tem 93 anos e está num lar em Cascais) Ana Maria Borges, porém, garante que ninguém esteve na habitação e que o contador da água até se encontrava fechado. “Não sabemos como a água desapareceu, mas não esteve lá ninguém a passar qualquer tempo. A casa não é utilizada há muito tempo. Nunca dissemos que poderíamos ter deixado uma torneira aberta ou que esteve lá alguém. A verdade é que quando reclamámos de uma factura referente a Julho, que apresentava um consumo de 57 metros cúbicos, nos disseram que já tínhamos mais 401 metros cúbicos para pagar, o equivalente a cerca de dois mil euros”, explica Ana Borges.

Depois da reclamação, no mês seguinte, de acordo, com a autarquia o consumo voltou a zero. “…em Setembro –, a contagem realizada pelos serviços volta a registar um consumo zero, situação que se mantém até ao dia de hoje (8 de Outubro) ”, frisa a autarquia para concluir que “perante estes factos, conclui-se que, na verdade, o consumo de água que está registado na referida factura é real, e resulta certamente de uma situação cuja responsabilidade não é imputável a esta Câmara Municipal” que, de resto se mostra disponível, para “continuar a avaliar a situação, bastando para tanto que a titular da reclamação se dirija aos serviços competentes”, para que seja agendada “uma visita à habitação, que neste momento está desabitada, pelos serviços municipais”, concluiu.

Ana Maria Borges diz que se vai deslocar na próxima semana a Oliveira do Hospital para esclarecer este caso que classifica como insólito. “A casa tem vizinhos. Se alguém fosse roubar água penso que dariam conta”, refere, adiantando que existe uma enorme confusão em todo este processo.

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