Home - Opinião - Câmara Municipal entra logo em “rota de colisão” com o “Kingdom of Pineal” … Autor: João Dinis, Jano

Câmara Municipal entra logo em “rota de colisão” com o “Kingdom of Pineal” … Autor: João Dinis, Jano

O diálogo é necessário e é possível assim haja competência para isso e bom senso.

Não sou bruxo.  Tenho experiência de vida e de “coisas” que a vida trás no ventre.  Há dias, escrevi um artigo sobre este tal “The Kingdon of Pineal” – “O Reino de Pineal” – instalado na freguesia de Seixo da Beira, sendo que “pineal” é o nome de uma glândula cerebral que segrega uma substância que padroniza o sono, a melatonina.

De entre algumas considerações, lá disse eu que não é fácil a tarefa de estabelecer contacto democrático e frutífero com “eles” que são “diferentes” de nós, o que não tem de ser necessariamente mau, e até pelo contrário, que a diferença genuína contraria as rotinas quanto mais não seja.  Disse também eu que as Entidades a quem mais compete acompanhar aquele “aldeamento” – desde logo a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital – devem agir com sabedoria e em diálogo construído e não devem privilegiar a “fiscalização” e a repressão puras e duras.  Dá muito trabalho mas vale a pena que a nossa Democracia concede direitos de cidadania a portugueses e a imigrados como afinal será o caso dos membros dessa “comunidade”. Também assinalei que essa tarefa também depende “deles” que se não devem remeter a posições de fundamentalismos, quiçá de fanatismos.  Considerei que o processo, a construir diariamentre, à partida é de interesse mútuo. “Deles”, os acolhidos nesta nossa região, e de nós, os “autóctones”, que todos precisamos de Gente nestas paragens cada vez mais desertificadas.  Aliás, para esse objectivo geral – repovoar a Região – devem confluir todos os outros objectivos “intermédios” claro que a começar pelos objectivos específicos da acção governativa nacional e local.  Ainda assinalei que já há polos em tensão e que a tarefa imediata é evitar conflitos culturais e mais práticos também.

A Câmara Municipal, para não ter trabalho, parece querer optar por começar pelo fim…

Ora, esta notícia das “notificações” da Câmara para “eles” fazerem isto e mais aquilo não é caminho capaz de levar a um bom ponto de encontro, a um consenso.  A Câmara Municipal já está a privilegiar a repressão em vez do convencimento.  Esta manifestação de “força”, afinal, indicia fraqueza municipal, pouca capacidade ou pouca vontade para chegar ao diálogo com esta “comunidade” que, simplesmente, a Câmara não deve pretender hipotecar, expulsar ou mandar prender…  É preciso agir com conta, peso e medida e não logo “à porrada” !  É que a razão não tem dono nem, à priori, deve precisar de “batedores” ou de “contra-ordenações”.  Se a Câmara começar por aí, começa pelo fim.  “Só” pode dar mau resultado!  Atenção portanto!

Mais sabedoria e bom senso, precisam-se, ali, naquele “reino” (embora eleito…) do Executivo Municipal, em Oliveira do Hospital… De nossa parte, vamos manter-nos atentos e intervenientes.

 

 

João Dinis, Jano

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