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Carregal do Sal quer que festas do concelho sensibilizem para separação dos lixos

O presidente da Câmara de Carregal do Sal quer que as festas do concelho, que decorrem entre 10 e 18 de Julho, sejam um exemplo e também uma forma de sensibilização para a separação dos lixos residuais. “Vamos criar um sistema com todos intervenientes, do ponto de vista alimentar, que vão estar nas festas, para criar condições para eles próprios separarem o lixo”, explicou Paulo Catalino Ferraz.

O presidente disse à Lusa que o que aconteceu nas festas, por exemplo, de Fiais, uma freguesia deste concelho do distrito de Viseu, “não pode voltar a acontecer”, ou seja, “produziu-se tanto e tanto lixo e não houve capacidade de dar resposta”. “Temos intenção de nos servirmos das festas do concelho para darmos o exemplo, para mostrar às pessoas que é possível fazer a separação e recuperar parte dos lixos. E este trabalho tem vantagens não só ambientais. como nas receitas municipais”, afirmou.

Paulo Catalino Ferraz explicou que, com a separação, “são várias as toneladas de lixo que, em vez de serem pagas pelo município, para que o Planalto Beirão faça a recolha” dos resíduos sólidos, passam a servir como fonte de receita” municipal. “Isto porque deixamos de pagar 110 euros por tonelada de resíduos e passamos a ganhar 80 euros por cada tonelada de lixo separado, seja ele de vidro, plástico ou cartão. Ou seja, deixamos de ter uma despesa para passar a ter uma receita”, sublinhou.

Apesar de ainda não ter contabilizado os custos e receitas com os resíduos, o presidente disse saber que “entre Junho e Setembro as toneladas de lixo produzido duplicam” e, por isso, o Verão é a “altura ideal para esta sensibilização”.

Neste sentido, o presidente reforçou que a autarquia “não só quer ser e dar o exemplo à população”, como também tenciona fazer disso “uma campanha para sensibilizar as pessoas para a separação dos resíduos que só traz vantagens, não só ambientais como financeiras”. “Nestas festas em que se produzem tantas toneladas de lixo, se fizéssemos todos uma recolha selectiva, ganharíamos todos não só do ponto de vista ambiental, como na economia de esforço e financeira”, apontou.

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