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CDS oliveirense considera “tremenda hipocrisia” comemorações do 25 de Abril em grupo

O CDS-Partido Popular de Oliveira do Hospital não vai estar presente na celebração simbólica no dia 25 de Abril de 2020 pelas 12h00, no exterior do edifício dos Paços do Município. Esta tomada de posição deve-se somente ao
tempo de isolamento social e confinamento que tem sido pedido a todos os Portugueses.

“Nos últimos tempos face à situação pandémica do Covid-19. Achamos que numa altura onde não se podem abraçar pais, netos ou sequer avós, numa altura onde não nos podemos despedir de forma digna nem sequer de acompanhar os nossos entes queridos até à sua última morada, numa altura onde celebrações católicas importantes como a Páscoa e a bênção “ Urbe et Orbi “ foram celebradas e adaptadas, e bem, à distância: o máximo que nós como representantes políticos podemos fazer é dar o exemplo”, referem os populares em comunicado.

Referindo que acham “de uma tremenda hipocrisia” que se desrespeite todo aquele que tem sido o sacrifício dos portugueses, e em especial dos oliveirenses, “que têm sido privados, em muitos casos, de valores mais básicos da liberdade, inclusive, por parte do governo central, ao não disponibilizar os dados reais da pandemia, amordaçando
os delegados de saúde de cada município, para agora ir celebrar a liberdade que tem sido, e de que maneira, posta em causa por alguns dos intervenientes políticos que agora a celebram, prova viva de que mais do que celebrar a liberdade de ontem, devemos assegurá-la à nação e aos seus compatriotas os restantes 364 dias do ano”.

A participação na cerimónia, referem, consideram que será dado “de forma assertiva” através do assinalar por meio de “um vídeo interventivo pelo nosso representante, João Pais”, tal como nos foi pedido pela CMOH, “mas não através de actos presenciais”. O conceito de Liberdade, em pleno Estado de Emergência, continuam, significa o mesmo para todos, não consideramos que haja portugueses mais livres ou menos livres que outros, principalmente no que concerne a assinalar esta data em questão conforme a vontade de cada um.

“Não existem portugueses de primeira e portugueses de segunda. Existe, sim, uma Nação que deve agir em concordância com a regras de distanciamento social, existe uma Pátria que dia após dia faz esforços para que num amanhã mais breve estejamos todos reunidos, existe um povo trabalhador e unido que luta diariamente pelo interesse do bem-estar público e um rápido regresso à normalidade”, referem, sublinhando que lhes cabe a eles, “partidos e demais representantes políticos, representar a população Oliveirense com a responsabilidade e humildade que um momento deste nos exige: demostrando assim, que neste barco nos encontramos todos e remaremos para o mesmo lado, com as mesmas regras a cumprir”.

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