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CDS quer esclarecimentos sobre supressão das ligações do intercidades na Linha da Beira Alta

Os deputados do CDS João Pinho de Almeida e João Gonçalves Pereira querem saber a justificação para a supressão de ligações do intercidades na Linha da Beira Alta. Os deputados do CDS querem que o Ministro das Infraestruturas e Habitação confirme a supressão de três ligações do comboio intercidades da Linha da Beira Alta, duas no sentido Lisboa-Guarda e uma no sentido Guarda-Lisboa, e questionam se é verdade que a decisão foi tomada sem qualquer consulta prévia, ou sem ter sido dado conhecimento, às entidades locais e regionais.

Pergunta depois se o ministro confirma que a supressão das referidas ligações é uma situação transitória, em resposta à emergência sanitária que atravessamos, e se a justificação para esta decisão é técnica, de saúde pública, ou outra, e em qualquer dos casos, qual é essa justificação. Finalmente, João Pinho de Almeida e João Gonçalves Pereira querem saber qual a previsão temporal, concreta ou, caso não seja possível, aproximada, para a reposição das ligações suprimidas.

Na sua edição online de hoje, o Jornal do Centro dá conta de que a CP – Comboios de Portugal suprimiu três ligações do comboio intercidades na Linha da Beira Alta, duas no sentido Lisboa-Guarda e uma no sentido Guarda-Lisboa. “Esta decisão é, lamentavelmente, mais uma de muitas que discrimina negativamente dois dos mais importantes distritos do Interior e da região Centro – Viseu e Guarda –, e num momento dos mais difíceis dos últimos anos, em que o país precisa de políticas activas de discriminação positiva em reforço da coesão territorial e não de políticas que cavem ainda mais o fosso entre Litoral e Interior”, lamentam, referindo que se trata também, “de uma enorme contradição entre o discurso do Governo do Partido Socialista, que supostamente valoriza o Interior e a coesão – até com a criação de um ministério –, a aposta na Ferrovia e o combate às alterações climáticas, através da promoção de alternativas ao transporte automóvel, e a prática desse mesmo Governo que vai totalmente ao arrepio desse discurso”. “E mais uma vez a decisão foi tomada sem que as entidades locais e regionais fossem previamente informadas”, sublinham.

Hoje mesmo, durante uma passagem por Viseu, e quando confrontada com esta decisão, a Senhora Ministra da Coesão Territorial afirmou que se trata de uma “situação transitória, em resposta à emergência sanitária que atravessamos”, mas não deu qualquer justificação técnica ou de saúde pública adicional e pormenorizada, nem tão pouco qualquer previsão temporal, concreta ou sequer aproximada, para a reposição das ligações suprimidas. “O CDS-PP não aceita a supressão ligações em causa, necessárias às populações servidas pela Linha da Beira Alta, e à falta de explicações claras, acha necessário e urgente obter esclarecimentos do Senhor Ministro das Infraestruturas e Habitação”, concluem.

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