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CDU aumentou votações para a Câmara e Assembleia em Oliveira do Hospital

Apesar não conseguir qualquer eleição para a Câmara e Assembleia Municipal, a CDU assistiu no último domingo a um aumento significativo da votação.

Em comparação com as eleições autárquicas realizadas em 2009, a candidatura de João Dinis, pela CDU, à Câmara Municipal mais do que duplicou, no último domingo, a votação conseguida. Enquanto que há quatro anos, o projeto da CDU apenas colheu 140 votos, este ano João Dinis convenceu 347 oliveirenses. Uma realidade também verificada na votação para a Assembleia Municipal com o cabeça de lista Mateus Mendes a conseguir 457 votos, enquanto que em 2009 Luís Almeida se ficou pelos 238 votos.

Números que são bem vistos pelo cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal – João Dinis refere estarem em causa “os melhores resultados desde há 20 anos” – mas que se revelaram insuficientes para possibilitar a eleição direta quer para a Câmara, quer para a Assembleia. “Faz falta a voz da CDU”, comenta João Dinis que ainda assim ergue a voz para destacar a maioria absoluta que a CDU renovou na freguesia de Meruge, onde “o PS entrou com tudo – sem grandes escrúpulos democráticos, note-se – para tentar, pelo menos, colocar a CDU em maioria apenas relativa”. “Mas a população de Meruge e Nogueirinha voltou a reconhecer o impressionante trabalho da CDU e dos seus eleitos”, refere João Dinis, aconselhando “quem quiser ser bom autarca ou um bom dirigente de uma associação popular” a fazer “um ou dois estágios em Meruge ou en Nogueirinha”.

É de facto, por via do bom resultado conseguido em Meruge, que CDU continua a ter assento na Assembleia Municipal, já que por inerência o presidente reconduzido, Aníbal Correia, mantém voz ativa naquele órgão municipal. Apreciação positiva é a que João Dinis faz também ao resultado da votação conseguida pela CDU na União de Freguesias de Ervedal da Beira e Vila Franca (322) e que possibilitou a entrada de três eleitos. Um resultado que decorre da “maior vitória de sempre” conseguida pela CDU na mesa de voto de Vila Franca da Beira, onde – nota João Dinis – “o PS tem as mais baixas percentagens quer para a Câmara, quer para a Assembleia Municipal”.

Em Nogueira do Cravo, a CDU voltou a ter uma votação muito reduzida (17 votos), ainda assim superior àquela que foi conseguida em 2009 (nove votos). Na candidatura à União de Freguesias de Oliveira do Hospital e S. Paio de Gramaços, a CDU ficou-se pelos 51 votos.

Num olhar pelos resultados do último domingo, João Dinis olha para José Carlos Alexandrino – com 66% dos votos para a Câmara Municipal – e António Lopes – com 62 % dos votos para a Assembleia Municipal – como sendo os “ maiores vencedores” que, “sendo duas personalidades com estilos muito diferentes têm “casado” bem nestas coisas da política local”. “Esperamos agora é que não se julguem “deuses” cá na terra que, por norma, isso dá mau resultado”, comenta o rosto local da CDU referindo-se aos que se afirmam “não filiados no PS”, mas que contaram com “as verbas disponibilizadas pelo PS para esta campanha eleitoral”.
À espera de ver se Alexandrino cumpre a promessa de não se recandidatar em 2017 – “se o fizer sai em beleza”- faz notar”, Dinis avisa o reconduzido presidente de Câmara do “mandato muito difícil” que aí vem, com os “corte brutais no Orçamento de Estado” e “as contas para a Câmara pagar com água, esgotos, lixo…”.

Sobre os resultados conseguidos pelo PSD, João Dinis destaca a “derrota humilhante”. “A atual liderança do PSD concelhio conseguiu escaqueirar ainda mais os cacos em que já se encontrava este partido”, comenta João Dinis, criticando aquela que foi também a “derradeira escolha” da candidata “com intervenção direta em matérias tão impopulares como a constituição do mega-agrupamento de escolas contra a vontade de toda a gente”. A contribuir para o “monumental desaire”, Dinis entende que esteve também “a desastrosa política do governo”. “Podemos dizer que o PSD tem o que merece, a nível local e a nível nacional”, regista.

A conseguir “muito mais do que aquilo que de facto merece” esteve, para João Dinis, a candidatura do CDS/PP que “ lendo da mesma cartilha que o líder Paulo Portas, quis fazer de conta que não tem nada a ver com a desastrosa situação em que se encontra o município e o país” e “subiu uns votos, e elegeu um representante na Assembleia Municipal”.

O que para João Dinis fica por explicar é a derrota do PS na freguesia de Travanca de Lagos onde “uma lista pseudo-independente derrotou o cabeça de lista aí apresentado pelo PS, aliás um militante do PS de longa data, autarca experiente e bem conhecido”. Outro “fenómeno por explicar” é o motivo pelo qual o PSD não apresentou lista em Lagares da Beira . “Ligações perigosas”, comenta João Dinis.

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