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Fonte: página do facebook do município de Oliveira do Hospital

Cerca de duas dezenas de ovelhas de Oliveira do Hospital mostraram-se em Lisboa no Parque Eduardo VII

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, não conseguiu fazer desfilar um enorme rebanho de ovelhas pela Avenida da Liberdade, em Lisboa. Ficou-se por um espaço no parque Eduardo VII, também na capital, numa acção que visa promover a Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital que vai decorrer no próximo fim-de-semana. O momento ficou marcado com o nascimento de uma borrega a quem baptizaram de imediato Maria Lisboa.

O espaço onde decorreu o evento não contou propriamente com uma multidão para apreciar as 24 ovelhas e um carneiro que se deslocaram à capital, ou sequer para provar o queijo. Mas a iniciativa teve espaços nas televisões e não faltou o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, o qual prometeu que o decreto de lei que garantirá a certificação do queijo da Serra será aprovado nos próximos dias.

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Fonte: página do facebook do município de Oliveira do Hospital

Esta acção da autarquia oliveirense visa sensibilizar as pessoas para a necessidade de preservar o queijo certificado, com denominação de origem protegida (DOP) Serra da Estrela, feito com leite de ovelhas de raças autóctones. E o ministro da Agricultura aproveitou para destacar o queijo da Serra como “um dos melhores produtos da agricultura portuguesa” e “um dos seus emblemas”, sublinhando a importância de manter a sua genuinidade.

O ministro reconheceu que o aumento da procura deste produto “provocou nalguma situações a adulteração” do mesmo com “utilização de leite que não é das ovelhas autóctones”. “Por isso, para garantir a genuinidade do produto, e depois de seis meses de negociação com a União Europeia, conseguimos autorização para produzir um decreto de lei que terá aplicação em Portugal, onde será obrigatória a menção da origem de produção do leite e de todos os produtos lácteos, o que irá aumentar a procura e os efectivos que têm decrescido nos últimos anos”, prometeu o ministro, referindo que o diploma está agora em Conselho de Ministros e deverá ser aprovado “dentro de alguns dias”.

Sobre o processo de certificação do produto, que alguns produtores se queixam de ser muito moroso, o

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ministro explica que este “pode ser simplificado” mas “tem algum normativo que tem que ser cumprido” porque “não pode ser vendido gato por lebre”. “Para certificar um produto temos que ter a certeza que esse sistema de certificação funciona e ele implica, naturalmente, algumas exigências”, rematou Capoulas Santos.

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, como referiu o presidente da autarquia, já aprovou um subsídio de cinco mil euros para ajudar os produtores a certificarem o queijo. José Carlos

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Alexandrino considera que os produtores têm de ser apoiados e foi isso mesmo que disse para as câmaras de televisão. “Muitos produtores não certificam devido aos custos. Nós já decidimos que este ano vamos apoiar a totalidade dos custos de certificação e nos anos seguintes o subsídio será atribuído proporcionalmente. Estou convencido que vamos ter mais queijo certificado”, frisou, pedindo também ao Governo que simplifique os processos.

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