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Cinco Natais depois…, a MAAVIM diz que há dezenas de famílias sem habitação devido aos incêndios

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio Midões (MAAVIM), que durante estes 50 meses defendeu as populações da região Centro lesadas pelos incêndios de 15 de Outubro de 2017, relembra que se vai cumprir o quinto Natal com dezenas de famílias sem as habitações que perderam na tragédia. “Outros ficaram com habitações que não existiam…”, acusa aquele movimento.

“Infelizmente além dos casos de famílias sem habitação, há outros que têm habitação onde não existia a primeira habitação. Nesse sentido a Maavim pediu ao Ministério Publico a abertura de instrução de vários processos”, explica o porta-voz da MAAVIM, Nuno Pereira, sublinhando que “existem processos a correr há anos por falta de apoio relativos aos lesados de Outubro de 2017 e outros por ‘excesso’ de apoio vão sendo arquivados. A nossa prioridade são os que não tiveram apoio e que foram abandonados”.

A MAAVIM continua com uma série de acusações que visam também a comissão de inquérito relativa aos incêndios de Outubro de 2017, alegando que esta “nunca apareceu no terreno e aguarda serenamente que tudo passe”. É muito triste que no quinto Natal consecutivo muitas famílias continuem sem tecto e muitas mais sem qualquer apoio, conforme foi anunciado por todo o lado. Agricultura, Floresta, Indústria, Habitação…o que foi feito?”, questiona.

Enfatizando que as segundas habitações continuam por fazer, cinco Natais depois, Nuno Pereira pergunta “como se podem juntar as famílias nesta época tão especial e em tempos de pandemia, se nunca recuperaram as mais de duas mil habitações destruídas pelos incêndios?” “Não há mais desculpas. Continuamos abandonados. Continuamos sem ter culpados. Nós não somos culpados, somos vítimas”, conclui.

O incêndio levou a casa de D. Adelina…

A D. Adelina, invisual, na localidade de Sacões de cima, concelho de Góis, tem 70 anos e perdeu a sua casa a 8 de Novembro de 2021 num incêndio que lhe levou também os seus bens. Desde então, a comunidade e alguns intervenientes, como a MAAVIM, tentam divulgar o caso para lhe conseguir rapidamente ajuda que permita reconstruir a casa e devolver os seus bens tão necessários para a sua vida. Nesse sentido existe uma conta par

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