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Cinza e nada. Autor: Fernando Roldão

Muito se tem escrito e falado em Portugal nos últimos tempos, sobre as políticas dos sucessivos governos, muitos com razão e outros nem tanto.

Estamos a começar a aprender a reclamar em Portugal e já vão aparecendo vozes discordantes, apoiadas em teorias bem fundamentadas, mas atenção, que para reclamar também é preciso saber fazê-lo.

Não basta ir para a rua, no meio de uma turba de gente irada, aos gritos, aos insultos, às provocações, orientadas por chavões, inclusivamente, alguns até rimam.

Normalmente resultam em agressão ou em pequenas escaramuças, sabendo nós que a violência é o argumento dos mais fortes e dos ditadores.

Estamos a reagir demasiado tarde às “tareias” que nos têm dado nestes últimos 48 anos.

Deixámos que a seita se instalasse, se acomodasse, corrompesse, abusasse da boa fé de um povo que ficou anestesiado com tanta “fartura” e com tantos ilustres oradores.

O nosso país foi durante muitas décadas, como um barrote de madeira de um bonito alpendre, bem cuidado por fora, mas sem os preparos que o defendesse das térmitas.

Um dia o barrote não irá aguentar com o peso do telhado e ruirá estrondosamente.

Ninguém as via, mas elas estavam lá, dentro da madeira a alimentarem-se, mantendo os dentes fortes, enfraquecendo o seu interior.

É altura de fazer história, correr com os arrogantes e incompetentes, que gerem o país como se da sua quinta privada se tratasse, retirar essas térmitas do interior da madeira.

Será possível que vocês sejam tão ingénuos, para não lhes chamar outro nome, que ainda não perceberam que andam a roubar o vosso dinheiro, a gozar com as vossas vidas, com a vossa educação, com a vossa saúde e a comprometer o futuro dos vossos filhos?

Já aqui trouxe o tema dos fogos, mas nuca será demais trazer de novo este assunto, pois o fumo intoxica e as chamas delapidam vidas e bens, sem que haja alguém que se oponha a esta verdadeira catástrofe ambiental, esta sim, irá provocar mudanças climáticas com repercussões graves nas nossas vidas.

Não posso ficar indiferente a factos e números que adulteram a nossa qualidade de vida, colocando em jogo as futuras gerações.

Cito o jornal “Expresso”que afirma que aconteceram “descoordenações, conflitos entre entidades e abandono da área ardida no último fogo na Serra da Estrela”.

Afirma o mesmo jornal, que na Serra da Estrela, onde a Protecção Civil diminui o dispositivo sem consolidar devidamente o rescaldo, permitiu uma combustão durante cerca de dez dias.

Resultado de um Sistema Inventado para Roubar, Espoliar Subjugar o Povo.

As teias tecidas pelos aranhões da política, são para caçar incautos e ingénuos, que na ausência de cultura e conhecimento, se deixam enrolar nas mesmas.

O Zé em vez de derrubar a teia intimida-se com a aranha.

O presidente de alguns portugueses tem a coragem de vir a terreiro apelar ao governo para que diga aos portugueses a verdade, afirmando que o que aí vem é muito mau.

Então ele sabe de coisas que podem pôr, de novo, o país à beira de um ataque de nervos e não fala, não exerce o poder para o qual foi nomeado, escudando-se atrás de uma figura retórica que já deu frutos, que é a de que o presidente tem poderes limitados.

Não me quer parecer que assim seja, pois de tantas afirmações, promessas e exigências que já fez ao pobre e maltratado povo português, nunca se preocupou com a delimitação dos poderes, mas afinal está lá para defender quem?

Ainda nenhum membro do governo, incluindo presidente da república, veio a público explicar os motivos de tantas mortes a mais, não só em Portugal, mas por todo o mundo.

Explicar, também, porque organizações, não eleitas, estão a pôr e a dispor da vida do ser humano a seu belo prazer e com uma impunidade total.

Vamos Acreditar Continuamente nas Invenções Nada Abonatórias dadas pelos Parasitas Sociais, que Com Organizações Verdadeiramente Imbecis e Diabólicas, andam com vontade de aniquilar a humanidade.

Está na hora de nos juntarmos e pedirmos o julgamento dos causadores desta calamidade pública sem precedentes na nossa história, que tem alguns exemplos menos bons, mas com tanto descaramento é que não.

A saúde é sua, não de bandos armados de seringas que picam a seu prazer, não se sabendo o quê, nem com que intenções. Fecham centros de saúde, gritam aos quatro ventos que não há pessoal que baste para proporcionar às populações condições básicas de saúde, mas de repente surge de todo o lado, pessoal para inocular as populações com doses, uma atrás das outras, sem que se comprove que as anteriores surtiram efeito.

Por este andar nem as cinzas deixarão reconstruir Portugal.

 

 

 

Autor: Fernando Roldão

Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico

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