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Coimbra e Figueira da Foz demarcam-se da “Turismo do Centro de Portugal”

… entidade regional “Turismo do Centro de Portugal”.

A informação foi confirmada hoje pelo presidente da Comissão Instaladora daquela estrutura, Pedro Machado, que em entrevista ao Diário de Coimbra reconheceu tratar-se de um “perda para a grande Entidade Regional do Turismo”, revelando-se contudo confiante de que “no espaço de tempo, tão breve quanto possível, venham a integrar este movimento, por aquilo que podem dar à região e, simultaneamente, podem receber”.

Candidato à presidência da futura estrutura turística, Machado admitiu que Coimbra e Figueira da Foz “são, seguramente, dois dos mais importantes contribuintes para o Turismo desta nova grande região”, ao mesmo tempo que considerou “relevante” que “a não presença representa uma perda para ambos, para os municípios e para a região”. “Para os municípios, porque, se estamos a falar numa estratégia regional em que defendemos três eixos – coesão, convergência e nova centralidade – significa que esses dois municípios estarão fora dessa nova visão estratégica que temos para a região Centro”, acrescentou, não deixando de sublinhar que “não estando, perdemos ambos. Estando, ganhamos todos”. Machado não escondeu o facto de a ausência de Coimbra e Figueira da Foz “poder vir a adiar” algumas daquelas que eram as intenções relativamente a grandes projectos.

Numa altura em que ainda não está marcada a data para as eleições para a “Turismo do Centro de Portugal”, Pedro Machado – único candidato assumido para a presidência da estrutura – adiantou que até agora “mais de 95 por cento dos municípios já aderiram” à nova estrutura, sublinhando que o “bloco de municípios que fica de fora não pode hipotecar o que está na lei”.

“Temos mais do que condições para marcar esse acto eleitoral, que será até final de Outubro”, considerou Machado, aproveitando para desvalorizar a discussão gerada em torno da sede da “Turismo do Centro de Portugal”. “Enquanto estiver em Aveiro, não é por isso que Aveiro é mais beneficiada do que Coimbra, nem Coimbra é mais prejudicada do que Aveiro, da mesma forma que não é Viseu ou Castelo Branco”, sustentou.

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