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Colocada em tribunal acção popular contra o Governo pelo fim das portagens na A25 e A24

Numa altura em que entraram em vigor os descontos de 50 por cento nas portagens das auto-estradas A25 e A24, a Comissão de Utentes Contra as Portagens entregou no Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu uma acção popular contra o Governo. Os utentes reclamam o fim da cobrança de portagens nestas auto-estradas “sem alternativa para os cidadãos” e “porque estão longe de ter perfil de verdadeiras auto-estradas”.

“Não há vias alternativas à A24 e A25 para a circulação inter-regional, estou em crer que ninguém terá coragem para dizer que há alternativa. Em Lamego o que é a Nacional 2? É aquela rua ajardinada no meio, é necessário dar a volta por baixo do escadório que dá acesso à Nossa Senhora dos Remédios, é aí que pode passar um veículo de mercadorias?”, questiona o porta-voz da Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24, Francisco Almeida, para quem não há alternativas com segurança às auto-estradas A25 e A24.

Mas há outro argumento para justificar o fim das portagens naquelas vias. “O próprio desenho não as configura como verdadeiras auto-estradas”, argumenta. “Estão pejadas de limitações de velocidade que não são compatíveis com uma auto-estrada. A comissão de utentes fez o percurso Viseu-Aveiro, e constatámos que em 40% dos quilómetros não é possível circular em velocidade de auto-estrada”, alerta Francisco Almeida.

“As populações destes distritos afectadas por estas cobranças devem manter uma forte pressão social contra as portagens para que no próximo Orçamento do Estado se reúnam na Assembleia da República os votos necessários para acabar com as portagens em 2022”, apela. E não descarta a possibilidade de organizarem acções mais robustas como marchas lentas. “Toda a gente se lembra de uma marcha lenta que organizamos, aqui tudo entupido no Rossio”, conclui Francisco Almeida.

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