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“Como actuou na Assembleia Municipal, o PS dá razão a António Lopes quando este fala em ‘golpe de estado’”

João Dinis, presidente da concelhia da CDU em Oliveira do Hospital, comenta no correiodabeirsaserra.com, a reunião da última Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital.

1 – Apesar de tudo o que já tinha vindo a público, é surpreendente a “violência” do sucedido quer do ponto de vista político-institucional, quer até do ponto de vista das relações entre os autarcas mais envolvidos, nomeadamente entre António Lopes e José Carlos Alexandrino e não vamos comentar nada daquilo que foi dito no plano mais pessoal.

2- Em última análise, com o conflito institucional e político-partidário em curso, corre-se o risco de ser o nosso Município o grande prejudicado. Desde logo porque a grande parte dos Munícipes não percebe o que está a acontecer dentro da maioria mais do que absoluta do PS. Uma maioria PS para a qual António Lopes e José Carlos Alexandrino muitíssimo contribuíram.

3 – O ex Presidente da Assembleia Municipal formulou várias acusações muito “fortes” e concretas à gestão PS da Câmara. O Presidente da Câmara e o PS uniram-se e responderam.
Agora, aquilo que a opinião pública mais espera é que haja um cabal esclarecimento do Executivo da Câmara acerca das principais acusações concretas feitas pelo ex Presidente da Assembleia Municipal. Aliás, o Presidente da Câmara assumiu, durante a Assembleia Municipal, que ele próprio iria tomar a iniciativa de solicitar uma inspecção à Câmara – presume-se que uma inspecção externa e focada nos casos concretos avançados pelo ex Presidente da Assembleia Municipal.Passamos a aguardar.

4 – O conflito público entre os dois principais autarcas do nosso Município transformou-se num sério problema político-partidário para o PS que ( nesta situação) cerrou fileiras em torno do Presidente da Câmara e resolveu avançar para a destituição de António Lopes. Recorde-se que este último foi eleito pelos eleitores e depois pela própria Assembleia Municipal sempre proposto pelo PS.

5 – Aquilo que o ex Presidente da Assembleia Municipal classifica como “golpe de estado” (do PS) consumou-se na última sessão da Assembleia Municipal em que o PS, dentro daquela prática antidemocrática de usar a “ditadura” da sua maioria, o PS forçou a votação de uma “moção” para destituir o Presidente da Assembleia Municipal sem que um assunto desta enorme importância estivesse em Ordem do Dia o que, convenhamos, terá pouco de legal ou de democrático. Aliás, o PS aproveitou a boleia “gentilmente” proporcionada pela “moção de confiança” no ex Presidente da Assembleia Municipal – reeleito pelo PS – precipitadamente apresentada pelo PSD e pelo CDS-PP na mesma sessão da Assembleia Municipal. Ou seja, como actuou na Assembleia Municipal, o PS dá razão a António Lopes quando este fala em “golpe de estado”…

5 – Aguarda-se pelas “cenas dos próximos capítulos” deste conflito…

Joao Dinis


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