Home - Outros Destaques - Continuam as descargas poluentes no Rio Seia e pelos vistos impunes. Autor: João Dinis

Continuam as descargas poluentes no Rio Seia e pelos vistos impunes. Autor: João Dinis

Que fazem as Entidades com responsabilidades em apurar causas e causadores?

Pelos vistos “o crime compensa” que há novas descargas poluentes no Rio Seia enquanto não se sabe o que foi feito por quem de direito para apurar origens e responsáveis de anteriores descargas.

Pelo menos detectadas, este ano já houve três descargas do tipo que deixaram a superfície da água do Rio Seia da côr do leite.  Desta vez, estamos a 16 de Dezembro, esse atentado detecta-se sobretudo logo a jusante do Açude da Ribeira (a Sul de Ervedal da Beira) e também logo a jusante do Açude do Moinho do Buraco (na EM 570), este a Sul de Seixo da Beira e no limite com o concelho de Seia (pela Quinta da Baleia – Travancinha).  São dois açudes que distam um do outro mais de quatro quilómetros de rio.

Portanto, é mais do que provável que a fonte desta descarga de cor esbranquiçada provenha de actividades industriais e se situe a montante do Açude do Moinho do Buraco, na ponta Nordeste do nosso Município.  Poderá até ter origem fora do concelho de Oliveira do Hospital, ou seja, já no concelho de Seia.  Mas nós não somos “detectives” para descobrir o ponto exato da origem da poluição. Tal função cabe a Entidades com responsabilidades na matéria, tais como:

– Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e Câmara Municipal de Seia.

– APA, Agência Portuguesa do Ambiente e ICNF Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, ambos na tutela do Ministério do Ambiente e da Acção Climática.

– SEPNA, Serviço da Protecção da Natureza e do Ambiente (pertence à GNR e o serviço desta zona está sediado na Lousã).

Acresce que está para execução um projecto municipal, para 400 mil euros de investimento inicial, de aproveitamento turístico e de lazer do Açude da Ribeira, circunstância que, por maioria de razões, impõe outro cuidado institucional com o estado da água do Rio Seia, desde logo com eventuais fontes de poluição.

Ora, tendo em conta os nove meses que já passaram desde as primeiras descargas poluentes deste ano detectadas a “olho nu”, e também muito referenciadas na altura, que fizeram em concreto as supracitadas Entidades para apurar causas e causadores por forma a que estes pudessem ser responsabilizados pelos atentados?  Por forma a desencorajar novos atentados como este que agora se vê?  Pois nada se sabe, o que é lamentável e também não deixa der ser estranho.

Assim, pelos vistos “o crime compensa” e, objectivamente, até acaba por ser estimulado pois mantém-se impune!  É necessário apurar – com rapidez e eficácia – o que deve ser apurado e dar notícia pública sobre o andamento destes processos.

 Faz falta o “Provedor Municipal do Ambiente e dos Recursos Naturais”.

A Coligação Democrática Unitária, CDU, reafirma que muita falta faz a indigitação e a acção do “Provedor Municipal do Ambiente e dos Recursos Naturais” – a criar a partir da iniciativa da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, mas com autonomia em relação aos Órgãos Autárquicos e ao Poder Central.   Com capacidade e meios para poder sinalizar, acompanhar, e delas dar público relato, estas e outras situações anómalas que se verifiquem no nosso Município e contribuir para a correspondente correcção, e também para prevenção, como é indispensável.

 

Pela despoluição dos nossos Rios e Ribeiros!

Em defesa do Ambiente e dos Recursos Naturais!

18 de Dezembro de 2021

Pel´ a CDU – Oliveira do Hospital

 

 

Autor: João Dinis, Jano

 

LEIA TAMBÉM

EPTOLIVA desenvolve parceria  de formação com Fundação Sarah Beirão

O Centro Qualifica da EPTOLIVA iniciou o primeiro Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) …

Mais uma vítima mortal em Oliveira do Hospital e casos de COVID-109 voltam a subir

O concelho de Oliveira do Hospital conheceu, nos últimos três dias, mais uma vítima mortal …