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Creche fecha em Travanca de Lagos por falta de crianças

A FAAD renunciou ao protocolo de colaboração firmado com a Câmara de Oliveira do Hospital que assegurava o funcionamento da valência de creche na Casa da Criança Sarah Beirão, em Travanca de Lagos.

A indicação de que no arranque do próximo ano letivo apenas três crianças frequentariam a valência de creche na Casa Sarah Beirão, na freguesia de Travanca de Lagos, levou a Fundação Aurélio Amaro Diniz a comunicar ao município oliveirense a intenção de por fim ao protocolo que vinham mantendo no sentido de aquela IPSS ali assegurar a valência de creche.

“Com três crianças não é viável um projeto educativo”, explicou ao correiodabeiraserra.com o presidente do Conselho de Administração da Fundação Aurélio Amaro Diniz, assegurando que a única motivação para a retirada da Casa da Criança é falta do “essencial” que são as crianças.

Prestes a inaugurar a ampliação do infantário da FAAD com capacidade total para 220 crianças, Álvaro Herdade assegura que a saída da Casa da Criança nada tem a ver com as condições do espaço. “Tudo se fazia se houvesse crianças. Já tínhamos colocado uma caldeira nova de aquecimento e tetos falsos”, clarificou o responsável, assegurando que se continuasse a haver crianças “a nossa política era a de ali continuarmos”. Para além de deixar de assegurar a valência de creche, tudo aponta para que a FAAD também deixe de assegurar o espaço de ATL. Garantida estará a continuidade do Jardim de Infância do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital.

Contactada pelo correiodabeiraserra.com, a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital associou a retirada da FAAD exclusivamente à falta de crianças. “Ter apenas três crianças numa creche não é o mais benéfico”, referiu a responsável, notando porém que as inscrições para uma creche estão sempre em aberto, dependendo sempre do número de nascimentos, situação muito condicionada pela conjuntura atual que afeta muitas famílias.

Pese embora a inevitável extinção da valência de creche em Travanca de Lagos por força da redução de alunos – “é um processo natural”, frisou – Graça Silva garante que tal não é sinónimo de encerramento da Casa Sarah Beirão, onde é certa a manutenção do Jardim de Infância, bem como de ATL, podendo este último ser assegurado “pela Câmara, ou pela Junta de Freguesia”.

A possibilidade de a valência de creche vir a ser assegurada pela IPSS formada na freguesia mas que se encontra inativa, foi ainda avançada ao correiodabeiraserra.com pelo presidente da Junta de Freguesia de Travanca de Lagos. António Soares disse ser aquela uma das hipóteses que tem estado em cima da mesa nas reuniões em que participou com a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e que gostaria que pudesse tornar-se realidade, para que a freguesia pudesse continuar a contar com a valência de creche. “É uma questão social”, frisou. Pese embora o anúncio de retirada da FAAD, António Soares sublinha o facto de aquela IPSS, desde logo, possibilitar que as três crianças em causa frequentem o infantário da FAAD e assegurar o necessário transporte.

Encerramento de escolas: “Precisamos de estabilidade”

Em preparação do próximo ano letivo e quando se perspetiva o encerramento de mais de 400 escolas e jardins de infância públicos em todo o país, a vereadora da Educação da Câmara de Oliveira do Hospital garante que todo o trabalho e esforço do município é de que “as escolas se mantenham abertas e que o eventual encerramento seja de forma natural e à medida que vão faltando alunos”, até porque “a fasquia dos 21 alunos defendida pelo governo está longe de ser compreendida pelas populações”. “Não vemos as coisas como números, mas como casos pedagógicos”, referiu a vereadora que atendendo ao sucedido no último ano em Oliveira do Hospital – devido à criação do mega agrupamento “foi um ano atípico e muito difícil para docentes, alunos, funcionários e encarregados de educação”, sublinhou – entende que “seria compensatório se as coisas amainassem. “Precisamos de estabilidade”, disse Graça Silva, notando porém que, por muito que a Câmara emita o seu parecer, “quem manda é a tutela”.

Por agora, Graça Silva escusa-se a indicar o nome de escolas e jardins de infância que possam correr risco de encerrar no concelho. “As matrículas ainda estão a decorrer e não está nada decidido”, afirmou.

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