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Deputada do PCP na Assembleia da República desafia oliveirenses a lutar pela manutenção do SAP

Apesar de admitir não ter qualquer certeza quanto ao futuro do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) no período nocturno e ao fim-de-semana no Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, a deputada do PCP na Assembleia da República, Rita Rato desafiou hoje a população oliveirense a lutar pela manutenção daquele serviço.

“É fundamental que a população lute por este direito”, afirmou há instantes a eleita pelo círculo eleitoral de Lisboa numa conferência de imprensa realizada na Livraria Apolo e participada pelo representante do PCP em Oliveira do Hospital, João Dinis.

“Em situações semelhantes, foi a luta dos utentes que impediu o encerramento de serviços”, afirmou Rita Rato, destacando a falta de respostas por parte do governo às questões apresentadas pelo PCP e das quais fazia parte uma pergunta relacionada com o SAP de Oliveira do Hospital.

“A não resposta não deixa de nos deixar preocupados”, continuou a deputada do PCP, verificando que a política seguida pelo governo socialista se integra numa “vaga de destruição das valências do Serviço Nacional de Saúde”.

Porque entende que “o caminho deve ser de reforço e não de destruição”, Rita Rato considera que “a intervenção de todos os que lutam pelos seus direitos é fundamental”.

Embora se tenha revelado confiante relativamente à manutenção do SAP em Oliveira do Hospital, João Dinis não deixou de considerar que um desfecho desfavorável ditaria a “morte” do Centro de Saúde local.

“Sem o SAP, o Centro de Saúde tenderá a perder interesse para os médicos”, referiu João Dinis, considerando ainda que “passar o SAP nocturno e ao fim-de-semana para a Fundação Aurélio Amaro Diniz significaria passar a certidão de óbito ao Centro de Saúde”.

Neste domínio, recordou também a sua intervenção na última Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, para se opor à forma como decorrem as consultas de especialidade naquela unidade de saúde: “se for pelo Serviço Nacional de Saúde estamos um ano ou dois à espera e, se pagarmos esperamos apenas uma semana ou 15 dias”.

Apesar de não responsabilizar a administração da FAAD, nem o município pela realidade, Dinis entende que o assunto seja discutido publicamente. “Isto é inadmissível”, frisou, considerando que o município e a FAAD não deveriam aceitar os protocolos impostos pelo governo.

“O novo presidente não está a prestar, logo à partida, um bom serviço à ESTGOH”

Com o tema da construção das instalações da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Hospital a constar do leque de propostas que o PCP viu chumbadas na inclusão em PIDDAC, o assunto acabou por merecer a atenção de João Dinis, que não hesitou em se posicionar contra as recentes declarações proferidas pelo presidente daquela unidade orgânica do Instituto Politécnico de Coimbra.

“Contestamos a teoria do presidente da ESTGOH”, referiu o representante do PCP, discordando da possibilidade de ampliação do antigo quartel de bombeiros. “É preciso libertar a ESTGOH da prisão onde está instalada e isso não se resolve com a construção de mais uma cela”, continuou Dinis, considerando que a posição defendida por Jorge Almeida é “uma manobra que pode levar ao branqueamento da acção do governo e à responsabilização da Câmara Municipal”.

Numa reacção às declarações proferidas pelo presidente da ESTGOH em entrevista ao correiodabeiraserra.com, o representante do PCP chegou mesmo a considerar que Jorge Almeida “não está a prestar, logo à partida, um bom serviço à ESTGOH”. João Dinis espera, contudo, que o presidente da Câmara mantenha a sua posição política e “não caia na esparrela das ampliações”. “Compete ao governo construir”, observou.

Incluindo as acessibilidades no rol de preocupações do PCP, João Dinis revelou-se surpreendido com o facto de o secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e Comunicações se ter vindo insurgir contra a suspensão dos IC 6, 7 e 37.

“Essa possibilidade só existe por sua responsabilidade directa”, sublinhou, questionando Paulo Campos sobre o motivo pelo qual “não se demite” e “não se vem embora”.

Sem grandes certezas relativamente à construção dos IC7 e 37, João Dinis disse acreditar que o IC6 não ficará parado num pinhal. “Seria caricato”, referiu, destacando a luta que tem vindo a ser desencadeada pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. “Ele tem-se motivado”, frisou.

O aumento do desemprego mereceu ainda a preocupação do PCP, com a deputada Rita Rato a opor-se à política seguida pelo governo, no que respeita à insuficiência nos apoios às pequenas e médias empresas. Contra a política defendida no Plano de Estabilidade e Crescimento, Rita Rato apontou o dedo às políticas de privatizações e de congelamento das prestações sociais até 2013.

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