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Desemprego mantém sinais de abrandamento em Oliveira do Hospital

Eram 519 as mulheres oliveirenses que no final do 1º trimestre deste ano se encontravam inscritas no Instituto de Emprego e Formação Profissional. Números que dão conta de uma diminuição de cinco por cento comparativamente com o mês anterior- fevereiro – altura em que se contabilizavam 544 mulheres sem emprego, menos 94 do que em janeiro (638).

Entre os homens não se registaram mexidas. De acordo com os números disponibilizados pelo IEFP, em março mantinham-se os 604 homens já sinalizados no mês anterior.

No conjunto, Oliveira do Hospital contava no final do primeiro trimestre deste ano com 1123 desempregados, menos 25 do que em fevereiro, traduzindo uma redução dos números do desemprego na ordem dos dois por cento.

Ainda que ligeira, a descida a que se tem vindo a assistir desde o início do ano em Oliveira do Hospital traduz o momento de retoma por que está a passar o setor das confeções que tem permitido absorver mão de obra feminina que se encontrava no desemprego. Digna de registo é também a abertura de uma nova unidade de confeções no concelho – nas antigas instalações da fabriconfex – que abre lugar a cerca de 60 postos de trabalho.

Por esta altura, os homens continuam a ser os mais afetados pelo desemprego. Uma situação que decorre em larga medida da crise que afeta o setor da construção e outros que lhe estão diretamente associados.

A vingar no concelho oliveirense continua o setor agro alimentar, com as várias unidades produtivas a conseguirem assegurar os postos de trabalho associados. A fazer face ao flagelo social, está também o programa ativosociais que, fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal, Juntas de Freguesia e instituições já permitiu criar 82 postos de trabalho.

Entre os concelhos da região, Oliveira do Hospital só é ultrapassado por Seia que fechou o trimestre com 1573 desempregados. Nelas surge logo a seguir com 958 pessoas no desemprego, seguido de Gouveia, com 947, Tábua, com 758 e Arganil com 692.

A nível nacional, a taxa de desemprego subiu para 17,7 por cento nos primeiros três meses de 2013 (há uma ano a taxa situava-se nos 14,9 por cento). O Instituto Nacional de Estatística (INE) fala de um novo recorde que coloca a taxa de desemprego jovem num nível dramático de 42,1por cento. O INE destaca ainda o aumento de 144,3 mil desempregadas/os à procura de emprego há mais de um ano e revela que as taxas mais elevadas de desemprego foram registadas no Algarve (20,5 por cento), na Região Autónoma da Madeira (20,0 por cento) e em Lisboa (19,5 por cento).

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