Home - Últimas - Diminuição de doentes COVID-19 leva Hospital da Guarda a caminhar para a actividade normal

Diminuição de doentes COVID-19 leva Hospital da Guarda a caminhar para a actividade normal

O Hospital Sousa Martins da Guarda registou uma diminuição de doentes internados por covid-19 e retomou a atividade normal ao máximo que conseguiu, anunciou hoje a Unidade Local de Saúde (ULS), adiantando que no hospital local estão actualmente internados nove doentes com covid-19: cinco em enfermaria e quatro em cuidados intensivos.

“Chegámos a ter 104 camas, fomos reduzindo progressivamente o número de camas e ficámos ainda com 22, o que ainda nos dá uma margem importante. Não sabemos o que é que aí vem”, disse hoje à agência Lusa Paula Neves, coordenadora do internamento de covid. Segundo a médica, o número de camas para doentes com covid-19 foi reduzido, mas “sempre com margem e com possibilidade de voltar a aumentar o número de camas, sempre que for necessário”.

A unidade de saúde da cidade mais alta do país também foi “reduzindo em termos do número de equipa médica e de enfermagem exclusivamente dedicada a internamento covid e todo o resto de atividade foi-se retomando o máximo que se conseguiu”, contou Paula Neves à margem da inauguração da nova Unidade de Hospitalização Domiciliária da ULS da Guarda. A diretora clínica da ULS, Fátima Cabral, esclareceu que as consultas externas do Hospital Sousa Martins “já estão a funcionar quase em pleno”.

As consultas funcionam “com as devidas contingências de cumprir as regras da Direção-Geral da Saúde” e “com possibilidade de fazer consultas aos sábados e em várias áreas” para recuperar as listas que estão em atraso devido à pandemia. Ao nível da actividade cirúrgica, a responsável adiantou que “sempre que seja possível, os serviços estão preparados para fazerem essa retoma e recuperarem os doentes que estão ainda em atraso”.

Questionada sobre a data prevista para o regresso à normalidade no Hospital Sousa Martins, Fátima Cabral respondeu que ainda será preciso esperar, “no mínimo dos mínimos, uns quinze dias”. “Nós não podemos avançar rápido demais, porque não podemos estar constantemente a mudar serviços. Temos que pensar sempre que não podemos avançar depressa demais”, justificou.

LEIA TAMBÉM

Casos de COVID-19 sobem em Seia e Manteigas

O concelho de Seia registou nos últimos três dias mais quatro casos de COVID, subindo …

PJ faz buscas em Gouveia e Viseu na operação “Trapos”

A Polícia Judiciária, em equipa mista com a Direcção de Finanças do Porto, realizou uma …