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Distrito da Guarda reforçado com cinco equipas de intervenção no combate a incêndios, duas delas e um helicóptero em Seia

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) no distrito da Guarda foi este ano reforçado com a criação de cinco novas equipas de Intervenção Permanente (EIP). Segundo o Comandante Operacional Distrital (CODIS), António Fonseca, o dispositivo deste ano conta com mais cinco EIP constituídas por bombeiros profissionais “que trabalham em exclusivo” para as respectivas associações humanitárias.

Foram criadas EIP nos corpos de Bombeiros Voluntários de Soito (Sabugal), Sabugal, Guarda, São Romão (Seia) e Loriga (Seia), aumentando para 24 o número total de equipas nos 14 concelhos do distrito da Guarda. “Apenas dois corpos de bombeiros não têm EIP – Folgosinho e Melo [no concelho de Gouveia]”, disse o responsável. Com os restantes meios existentes nas associações humanitárias vão estar disponíveis, diariamente, “cerca de 64 equipas” para combate aos incêndios rurais na área do distrito da Guarda.

De acordo com o CODIS, no distrito da Guarda, também são activadas equipas nocturnas “para aproveitar a maior disponibilidade de bombeiros durante a noite”. “Entre as 20h00 e as 8h00 são activadas equipas adicionais, assim como também aos fins de semana”, explicou António Fonseca. No total, o DECIR possui, este ano, no quarto nível de empenhamento (entre 1 de Julho e 30 de Setembro) um total de 728 efectivos e 154 veículos.

O dispositivo contará com 205 elementos do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), 457 dos bombeiros e da Força Especial de Protecção Civil e 66 da Unidade de Emergência e Protecção de Socorro (UEPS) da GNR, disse. “Houve um ligeiro aumento [do número de operacionais] este ano, mas [o dispositivo] está devidamente estabilizado”, reconhece António Fonseca, sublinhando que o modelo no distrito “já está estabelecido e consolidado”.

O CODIS adiantou ainda que no âmbito do DECIR de 2021 o distrito da Guarda vai continuar a ter três helicópteros no território (um na Guarda, outro na Mêda e outro no concelho de Seia). António Fonseca referiu que na década de 1991-2000 a área ardida do distrito da Guarda “pesava 20% no todo nacional” e, na década de 2011–2020, a área ardida passou para 12 por cento. “Vamos continuar a perseguir esse objectivo [de diminuição da área ardida]”, concluiu.

O DECIR da Guarda foi dado a conhecer hoje, numa reunião extraordinária do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE), que foi realizada no auditório dos serviços centrais do Instituto Politécnico da Guarda e teve como tema “Fogos Rurais 2021 – Coordenar esforços para um Verão seguro”.

A CIM-BSE promoveu a iniciativa tendo em conta que no dia 1 de Junho arranca uma nova fase na defesa da floresta contra incêndios, com o aumento do risco e o incremento da prontidão do dispositivo integrado de prevenção, vigilância e combate. Segundo a CIM-BSE, “a preparação para o período mais crítico de incêndios rurais depende de uma boa articulação e diálogo entre todas as entidades com participação efectiva nas acções de prevenção, vigilância e combate”.

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