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“Do lado de lá estão os que tudo fizeram para empobrecer o concelho” (Com vídeos)

Na contagem decrescente para as eleições autárquicas de 29 de setembro, a candidatura socialista à Câmara de Oliveira do Hospital endurece o discurso e responsabiliza os que estão do “lado de lá” por tudo fazerem “para empobrecer o concelho de Oliveira do Hospital”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAFoi com a Casa da Cultura César Oliveira lotada que a candidatura socialista à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital apresentou, na tarde do último sábado, os candidatos com que no próximo dia 29 de setembro vai disputar as eleições autárquicas. Com exceção da União das Freguesias de Lagos da Beira e Lajeosa – os socialistas apoiam o movimento independente candidato àquela autarquia – o PS oliveirense fez desfilar sobre o palco da Casa da Cultura os candidatos às15 juntas de freguesia, à Câmara e Assembleia Municipal.

“Pessoas com garra, gente empreendedora e com provas dadas na sua vida profissional, gente arrojada e inteligente, jovens dinâmicos e gente capaz”, caracterizou o recandidato à presidência da Câmara Municipal que, reassumindo a sua condição de independente no projeto socialista se orgulha de liderar uma candidatura que prima pela “grande transversalidade” abrangendo “pessoas de diferentes quadrantes políticos”.

Pessoas “certas” num projeto que José Carlos Alexandrino entende ser merecedor da confiança dos oliveirenses, atendendo àquelas que são as diferenças que separam a candidatura socialista das demais candidaturas, em especial daquela que é vista como a principal adversária na corrida eleitoral, a candidatura social-democrata. “Acho que a escolha é fácil, porque a diferença entre candidaturas é um fosso enorme que não deixa dúvidas a ninguém”, afirmou Alexandrino OLYMPUS DIGITAL CAMERAque, sem reservas, elencou as diferenças que opõem os “do lado de lá” aos “do lado de cá”. “Do lado de lá estão o que tudo fizeram para empobrecer o concelho de Oliveira do Hospital”, sentenciou o candidato socialista que, pelo contrário, informou que “do lado de cá estão os que lutaram para defender os interesses de Oliveira do Hospital”. Extinção de freguesias e de agrupamentos, o “roubo” de cursos da ESTGOH, tentativa de “estrangular o financiamento da Fundação Aurélio Amaro Diniz”, foram algumas das acusações que o recandidato à autarquia oliveirense fez aos do “lado de lá” que, no que respeita ao IC6, defendem que “o país tem estradas a mais e tem outras prioridades”. “O secretário de Estado disse em Seia que os autarcas não se entendem, mas ao dizer isso é mentiroso”, continuou, assegurando que os autarcas da região já comunicaram que numa primeira fase pretendem que “o IC6 venha até Oliveira do Hospital e derive para a Covilhã e que se comece o IC7 que nos leva do limite de Oliveira do Hospital até à A25”. “Esta é uma questão de justiça”, referiu.

Diferenças que o atual presidente de Câmara e recandidato ao cargo pelo PS elencou quando falta menos de um mês para as eleições autárquicas de onde espera sair vitorioso. “Peço que continuemos a lutar como se o jogo estivesse empatado para lhes infligirmos grande derrota e dizermos a essas pessoas que não são bem vindas a Oliveira do Hospital”.

“Abominamos toda a forma de política onde as pessoas estão para se servir”

antoniolopesQuem continua certo da”maioria absolutíssima” é o presidente e recandidato à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital. “Confio na maioria porque não tivemos dificuldade nenhuma em arranjar listas. O nosso problema foi gerir porque tínhamos gente com muita qualidade”, explicou António Lopes que, assegurando não estar a enveredar por um “discurso perigoso”, garante que o PS não vai a votos para ganhar a Câmara – “porque já lá estamos”, explicou – mas sim para “ganhar maior confiança dos oliveirenses” e dar continuidade aos projetos. “A mudar estamos nós há quatro anos. O nosso principal adversário esteve lá 30 anos após o 25 de abril. Não foi tempo suficiente para fazer o que era preciso fazer?”, interrogou António Lopes que, num olhar pelo que foi feito no mandato que está prestes a terminar, se regozija pelo posicionamento tido junto das pessoas. “Não basta dizer que estão com as pessoas. É preciso estar mesmo quando elas precisam porque conversa leva-a o vento”, continuou o recandidato pelo PS, que garante estar na equipa socialista por considerar que é a aquela que tem melhores condições para governar o concelho e para servir os oliveirenses e não para obter “dividendos”.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA“Abominamos toda a forma de política onde as pessoas estão para se servir. Estamos aqui 350 pessoas e o nosso projeto é estar com Oliveira do Hospital e para servir”, sentenciou o candidato que, repudiando o ataque que o PSD tem feito ao autarca de Lourosa e agora recandidato pelo PS à presidência daquela freguesia, não vê nenhum mal no facto de o projeto socialista abarcar, tal como ele, gente de todos os quadrantes.

“Sei que em termos de passado político está ali uma salada. Mas está ali um cimento que nos une a todos, que é sermos oliveirenses e colocarmos o concelho à frente de tudo”, referiu o recandidato (ex PCP) que garante não ter “problema em ter mudado”.

“Esta é uma candidatura supra partidária e séria, de homens e mulheres que são os mais empenhados e dedicados”, disse ainda o presidente da Federação do PS de Coimbra, Pedro Coimbra, que por esta altura acredita na “grande vitória eleitoral” de Alexandrino e António Lopes.

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