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“Drones” entraram na prevenção de incêndios no final de Julho e devem estar em pleno no final de Agosto

Os ministros do Ambiente e da Defesa Nacional realçaram hoje, na Lousã, o duplo contributo das 12 aeronaves não tripuladas (UAV) para a defesa da floresta contra incêndios e a preservação dos valores ambientais do país. Este sistema de auxílio à vigilância de incêndios só arrancou no final de Julho e só deverá estar totalmente operacional no final de Agosto. “Houve necessidade de aperfeiçoar as máquinas”, revelou o ministro da defesa que entregou a operação deste sistema à Força Aérea Portuguesa.

Para o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, a aposta do Governo na aquisição de uma frota de 12 veículos aéreos não tripulados (UAV, da nomenclatura em inglês “unmanned aerial vehicles) representa “um ganho muito significativo para a sustentabilidade ambiental de Portugal. Salientou ainda que “a floresta é o maior repositório de biodiversidade que o país tem” e que o executivo, ao confiar à Força Aérea Portuguesa (FAP), a missão de operar as UAV no território nacional, prossegue o objectivo de “reduzir para metade a área ardida” devido aos fogos rurais nos próximos 10 anos.

Os ministros do Ambiente e da Defesa, que estavam acompanhados da secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, falavam aos jornalistas durante uma visita ao Destacamento de Sistemas Aéreos não Tripulados da FAP, instalado no aeródromo da Chã do Freixo, no concelho da Lousã, distrito de Coimbra.

O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, por seu turno, explicou que as 12 aeronaves representam um investimento de 4,5 milhões de euros, assumido pelo Estado com verbas do Fundo Ambiental, sendo as UAV concebidas com recurso a tecnologia nacional. O ministro explicou que o sistema começou a funcionar em finais de Julho, com alguma atraso relativamente ao previsto, o que se deveu à “necessidade de aperfeiçoar as máquinas”.

O ministro do Ambiente,  por seu lado, salientou que a rede de vigilância aérea da floresta, constituída por 10 aeronaves em funcionamento, ficando duas de reserva, vai apoiar o trabalho da GNR e da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC). O sistema, cuja instalação pela FAP em diferentes pontos de Portugal Continental deverá estar concluída no fim de Agosto, assegura “uma maior presença e proximidade” ao nível da vigilância no território, incluindo com missões na área ambiental nos meses em que não for necessário para a prevenção e combate aos fogos, sublinhou João Pedro Matos Fernandes.

Este investimento representa “um salto qualitativo”, ao “dotar o país de uma capacidade de conhecimento real”, nas áreas da defesa do ambiente e da vigilância da floresta, corroborou, por sua vez, o ministro da Defesa. Também Patrícia Gaspar, em declarações aos jornalistas, afirmou que o novo sistema equivale a “um salto tecnológico muito expressivo na área da vigilância e do apoio à decisão”.

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