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Empresa sediada em Viseu produz 50 mil testes da COVID-19 por dia

A directora da Pantest, uma empresa portuguesa certificada pelo Infarmed para produzir testes rápidos à covid-19, sediada em Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, revelou hoje que estão a ser produzidas 50 mil unidades por dia e que dada a proximidade ao Carnaval pretendem aumentar o ‘stock’. A empresa prepara-se para “fechar uma grande encomenda” com Itália.

Devido ao aumento de procura no mercado interno durante a época festiva a empresa suspendeu em Dezembro as exportações para outros países europeus, estando, neste momento, a produzir diariamente 50 mil testes rápidos de antigénio para o mercado nacional. “Na altura do Natal e Ano Novo houve uma procura enorme por autotestes. Continuamos praticamente a produzir para o dia a dia, mas começamos a notar que, em termos de contactos em Portugal, há uma diminuição que não é significativa e pode estar relacionada com os ‘stocks’ existentes nos nossos distribuidores”, afirmou.

Dada a proximidade ao Carnaval (1 de Março), a directora da firma, sediada em Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e que emprega 50 pessoas, revelou que pretendem “fazer algum ‘stock'”. “É expectável que a procura [agora] abrande ligeiramente, o que nos vai permitir fazer algum ‘stock’ para a altura do Carnaval, em que acreditamos que volte a haver uma subida da procura”, disse. A responsável referiu que pretendem contratar mais 10 pessoas a breve prazo para fazer face à expectável procura.

A Pantest é a única empresa portuguesa certificada pelo Infarmed para a produção de testes rápidos de antigénio ao SARS-CoV-2, entre as 153 empresas e laboratórios cujos testes estão autorizados em Portugal. A empresa recorreu à experiência adquirida com outras doenças, para as quais já produzia testes rápidos de detecção, como as infecciosas (HIV e hepatites), tendo em Fevereiro de 2020 obtido a certificação do Infarmed para o vírus SARS-CoV-2.

Embora a licença do Infarmed permita desenvolver testes PCR, a empresa concentrou-se apenas na produção de testes rápidos de antigénio, para os quais a procura tem sido elevada. Quanto às exportações, Catarina Almeida disse que o mercado italiano “está a crescer bastante”, assim como o mercado espanhol. “Esses dois serão mercados a explorar em 2022”, acrescentou.

 

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