Home - Região - Oliveira do Hospital - EN17 vai receber obras de requalificação, Alexandrino diz que é resultado da recente manifestação, mas em Março já sabia que a obra ia arrancar. PSD acusa autarca de encenação.

EN17 vai receber obras de requalificação, Alexandrino diz que é resultado da recente manifestação, mas em Março já sabia que a obra ia arrancar. PSD acusa autarca de encenação.

A EN 17 vai começar a sofrer obras de requalificação avaliadas em três milhões de euros com o objectivo de melhorar as condições de circulação e de segurança, numa via em mau estado e com trânsito intenso. A obra contempla o troço que vai do Nó de Tábua, no IC6, atravessando todo o traçado do concelho de Oliveira do Hospital. A EN 230, em Venda de Galizes, no percurso entre Vila Pouca da Beira-Ponte das Três Entradas-Alvoco das Várzeas, também está incluída, num concurso público, colocado na segunda-feira, em Diário da República. Os candidatos têm agora 24 dias para apresentar propostas e o vencedor do concurso tem um prazo máximo de 270 dias, a contar da adjudicação da empreitada, e um mínimo de 255 dias para executar a obra.

José Carlos Alexandrino já veio dizer que esta é uma vitória da recente marcha lenta que promoveu no dia 24 de Julho, mas, em Março, o autarca já sabia que as obras estavam prestes a começar, confessando numa reunião do executivo ter conhecimento que as obras iam arrancar este ano. Referiu que lhe foi garantido, numa reunião com o Conselho de Administração das Estradas de Portugal, que o projecto seria realizado, sublinhando, na altura, que o informaram que se encontrava a decorrer o concurso para a adjudicação de empreitadas no valor de três milhões de euros, que constavam do Plano de Investimentos de Proximidade previstos para 2014. “Não foi realizada nesse ano por procedimentos concursais, mas neste momento está a decorrer o concurso de adjudicação e por isso as obras ainda se iniciarão este ano”, garantiu.

Estas afirmações constituem para os críticos a confirmação que a marcha foi como que uma encenação de José Carlos Alexandrino para “mostrar serviço”. “Só fez a manifestação naquela data para agora tentar tirar dividendos de uma decisão sobre a qual tinha conhecimento de já estar tomada. Está a tentar receber louros que não merece. Já estava decidido desde que as obras se iniciaram no Distrito da Guarda, portanto muito, mas muito tempo antes da tal marcha lenta. A empreitada em Oliveira do Hospital apenas sofreu algum atraso porque é muito mais profunda ”, explica Nuno Vilafanha, referindo que ele próprio tinha dito na última Assembleia Municipal que a requalificação ia ter início.  “O protesto em relação à estrada não tinha razão de ser porque já estava decidida e foi uma das razões que nos levou a não participar na marcha lenta”, concluiu.

O também dirigente do PSD de Oliveira do Hospital, Nuno Pereira, refere que “toda a gente sabia que a obra estava inscrita no orçamento, que iria avançar, que apenas faltava a adjudicação. “Não venham com tretas que fizeram aquela manifestação naquela data ao acaso. Falta de imaginação e criatividade. Provavelmente, a pressa de ir de férias e mais uma vez uma programação mal executada”, escreve na sua página do Facebook este responsável.

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