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Escola Secundária de Tábua exibiu durante semanas frase Nazi: “Arbeit Macht Frei”

A Escola Secundária de Tábua teve afixada várias semanas no seu interior a inscrição em alemão “Arbeit Macht Frei” [o trabalho liberta], utilizada nos portões dos campos de concentração Nazi. A frase era visível do exterior do estabelecimento de ensino. Ao que foi possível apurar aquela placa é o vestígio de uma acção de sensibilização que aconteceu há uns meses na escola. Contudo, segundo o professor universitário e consultor André Rui Graça, parece que a acção terá tido pouco ou nenhum efeito, já que nem alunos nem restante comunidade escolar responsável sentiram incómodo por ver a placa exposta por mais tempo.

“É um símbolo com uma conotação extremamente negativa e que, numa sociedade democrática, só pode ser utilizado com muita contextualização e contenção. Para quem vê de fora esta situação é geradora de indignação e de estupefação. A placa vale por si, mas toda a situação ganha uma dimensão maior quando se insere num contexto mais vasto de visível degradação dos espaços exteriores da escola”, explicou ao CBS este professor que deu conta da placa, frisando também a existência de uma situação de quase abandono da escola.

“Aparentemente, há largos meses (talvez anos) que não têm manutenção. O crescimento da vegetação até níveis chocantes dá um péssimo exemplo aos jovens de uma região muito afetada por incêndios e que deveriam ser sensibilizados para a importância da limpeza e manutenção dos terrenos. Dá a sensação que o conselho directivo e os outros responsáveis nem sequer levantam a cabeça para ver a placa e o baldio em que alguns espaços da escola se tornaram”, conclui André Rui Graça.

O presidente do Agrupamento de Escolas de Tábua lamenta o sucedido, mas explicou ao CBS que tudo tem um enquadramento. A placa surge ali, conta, após uma acção sobre direitos humanos que decorreu a 28 de Maio e terminou na primeira semana de Junho, numa iniciativa em que se procurou recriar um campo de concentração. “Acontece que depois de terminar o evento foi tudo retirado, mas o responsável por remover aquela placa esqueceu-se. E permaneceu lá, mesmo depois de terminar o ano lectivo. Curiosamente era visível de fora, mas não de dentro da escola e ninguém do Agrupamento se apercebeu”, conta Sidónio Costa, sublinhando, porém, que “o importante foi a exposição”.

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