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Especialista oliveirense Carlos Antunes admite que podemos estar no início da quinta vaga da COVID-19

Os especialistas Manuel Carmo Gomes e Carlos Antunes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, consideram que se pode estar a entrar na quinta vaga da pandemia de covid-19 e que, caso o índice de transmissibilidade se mantenha como está (1,1), Portugal chega aos dois mil novos casos por dia na primeira metade de Dezembro. Num artigo publicado ontem, os dois peritos defendem ainda o reforço da vacina em grupos etários onde as infecções têm aumentado, mesmo que tenham baixo risco de doença grave.

“Deve ser assegurada a manutenção de elevado grau de protecção imunológica da população portuguesa. Se necessário, administrando reforços vacinais em grupos identificados como tendo maior risco de infecção e de transmissão do vírus, e não apenas aos de maior risco para doença grave”, escreveram os dois especialistas, lembrando que, nas últimas semanas, as idades onde o risco de infecção tem sido mais elevado se situam entre os 18 e os 25 anos, seguidos das crianças com menos de 10 anos e dos jovens adultos entre 25 e 40 anos de idade.

Carmo Gomes e Carlos Antunes explicam ainda que, pontualmente, têm ocorrido alguns surtos em lares de idosos, “originando incidências elevadas em maiores de 70 anos”, mas “globalmente não são os mais idosos que têm originado mais casos”. Contudo, sublinham, “continuam a ser os mais idosos os mais susceptíveis a doença grave, justificando hospitalizações e, eventualmente, óbitos”.

Aos portugueses, os especialistas lembram que apenas a combinação de elevada cobertura vacinal com a manutenção de medidas não farmacológicas, sobretudo o uso de máscaras e o bom arejamento de espaços fechados, pode retardar significativamente a propagação do SARS-CoV-2. “O incumprimento de pelo menos um destes requisitos é uma explicação provável para o ressurgimento da infecção a que assistimos presentemente na Europa, mesmo em países com 60% a 75% da população vacinada, como é o caso do Reino Unido, Bélgica, Holanda, Alemanha, Grécia e Irlanda”, assumem.

Manuel Carmo Gomes (epidemiologista) e Carlos Antunes (matemático) defendem que “é previsível” que neste Outono e Inverno Portugal continue a ter “uma incidência diária de várias centenas de casos e um pequeno número de óbitos”, acrescentando: “na verdade, os recentes dados do início de Novembro sugerem um ressurgimento apreciável da infecção, sendo provável que estejamos a assistir ao início da 5.ª vaga.”

No texto publicado no site da Faculdade de Ciências da Universidade Nova, os dois especialistas dizem que, se o valor médio do índice de transmissibilidade se mantiver como tem estado (acima de 1,1), “o número de novos casos deverá duplicar a cada 30 dias aproximadamente, o que significa que poderemos chegar aos 2000 casos diários na primeira metade de Dezembro”. No entanto, sublinham, não se espera que a covid-19, “só por si, venha a causar uma pressão sobre o sistema hospitalar equiparável ao período pré-vacinação”.

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