Home - Opinião - Estas eleições já passaram. Venham outras. Autor: João Dinis.

Estas eleições já passaram. Venham outras. Autor: João Dinis.

Sim! Estas eleições legislativas já lá vão. Venham outras porque as “facturas” que vamos começar a pagar vão ser ainda mais dolorosas do que foram até agora, previsível que é o próximo (des)governo manter, e até acentuar, as políticas de desastre que têm sido aplicadas até aqui.

Sim!  Os partidos do “arco da tróika” – PSD – CDS/PP – PS — mantiveram uma propaganda enganosa que ilude para caçar o voto mas que nos faz pagar caro a seguir…

Entretanto, se pusermos os números eleitorais “a falar” ouviremos se não fizermos orelhas moucas:

— PSD e CDS/PP, desta vez juntos em coligação, obtiveram menos 834 597 votos e menos 30 Deputados que nas eleições legislativas de 2001, o que dá uma enorme baixa eleitoral de quase 30%! Uma condenação muito clara das políticas desumanas aplicadas pelo (des)governo, políticas que acabam de ser derrotadas nas urnas.

— CDU aumentou 3 397 votos e ganhou mais um Deputado, passando agora para 17.

— Todos os outros partidos também subiram quer em número de votos quer em número de Deputados (falamos apenas dos que ficaram com representação Parlamentar).

— Assim, há uma larga maioria Parlamentar – 121 Deputados contra 99 — com possibilidades, pelo menos “numéricas”, de dar suporte a outro governo que não o (des)governo dos partidos da direita pura e dura.      Nesta matéria, cabe ao PS definir-se: -vai permitir a passagem de um (des)governo da direita pura e dura ou vai entender-se à sua esquerda para se viabilizar um outro governo com uma melhor política ? E esta é a principal questão política aberta por estas eleições. O PS – com ou sem António Costa – não vai poder fugir a ela e às suas responsabilidades. É, nós não o vamos deixar fugir (ao PS) sem consequências…

Factores que condicionaram as votações nas principais forças políticas em presença

A grande comunicação social, que pertence ao grande capital e ao governo de turno, fez uma campanha eleitoral muito intensa e com objectivos bem definidos, todos eles a confluírem para travar a previsível subida eleitoral da CDU e do PCP.

Com essa campanha, a grande comunicação social foi enchendo de “intenções de voto” a coligação PSD e CDS/PP do primeiro (ir)responsável político pela dramática situação em que continuamos a viver, primeiro (ir)responsável que é o Passos,  e do “irrevogável” artista que é o Portas. Permitiram, ainda, ao PS dramatizar – embora o tenha feito de forma quase patética – o apelo ao chamado “voto útil” da esquerda. Sim, e com que enternecedor carinho não trataram “eles”, por exemplo, as “meninas do BE”?…

CDU e o PCP foram resumidos a extractos ocasionais e aleatórios das intervenções em campanha do Secretário-Geral do PCP. Aliás, mesmo no final do dia das eleições, quais foram os canais televisivos que, até à meia-noite, mostraram claramente os resultados eleitorais em que se visse que a CDU tinha feito eleger 17 Deputados?

De qualquer forma, até apetece dizer que a coligação PSD – CDS/PP — não “venceu” estas eleições mas, sim, que foi o PS a perdê-las tantas foram as asneiradas por este cometidas e tão “murchos” andaram eles durante a campanha eleitoral.

Agora, dentro e fora do PS, já se ouve o tinir dos punhais e se pressentem as primeiras punhaladas, uns nos outros. E tanto hão-de porfiar na contenda interna que vão acabar por comprometer as próximas eleições presidenciais como aliás aconteceu com a primeira eleição presidencial de Cavaco Silva, afinal, o grande suporte do actual (des)governo e das suas políticas de desastre nacional…

***

E cá pelo nosso Município?

A análise e as conclusões podem ser exactamente as mesmas a extrapolar dos resultados nacionais.

A coligação PSD – CDS/PP baixou e bem — menos 1 259 votos, quase menos 20% — em comparação com 2011. Todas as outras forças políticas subiram.

Agora, com estes resultados, parece que o PSD local se atreve a levantar um pouco mais a crista… Todavia, longe, muito longe, de incomodar a maioria “mais do que absoluta” do PS no Executivo da Câmara e a sua “ditadura da maioria” na Assembleia Municipal.

 

Autor: João Dinis, Jano

 

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