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“Este PS é todo ele socrático. “Manda quem pode, obedece quem deve”. E quem não obedece? É corrido!”

Luís Lagos, deputado do CDS-PP na Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital dá início ao conjunto de reações que o correiodabeiraserra.com solicitou às forças partidárias concelhias, na sequência da situação vivida na última reunião daquele órgão e que conduziu o PS a destituir António Lopes, de presidente da Mesa da Assembleia.

A última reunião da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital é, provavelmente, o episódio menos nobre e mais triste que a democracia oliveirense conheceu. Não só pela destituição, mas pela forma ilegal e acusações pessoais que envolveu. Oliveira e os oliveirenses não mereciam!

Com a expulsão do Sr. António Lopes, o Partido Socialista partidarizou o poder e enganou o eleitorado que votou nas suas listas há apenas 8 meses. Se o Partido Socialista dizia em período eleitoral que a sua candidatura era “no corpo” do PS, mas “no espírito”, verdadeiramente, independente e apartidário, tendo como prova o facto de José Carlos Alexandrino e António Lopes serem independentes nas listas do PS, aquilo a que assistimos, na última Assembleia Municipal, foi ao terminar dessa independência e apartidarismo e a uma tomada do poder por parte do Partido Socialista.

O Partido Socialista provou nesta Assembleia Municipal que se recusa a entender e aceitar que quem ganhou as últimas eleições autárquicas não foi tanto o PS, mas os independentes José Carlos Alexandrino e António Lopes. Só assim se entende que à pressa, de forma ilegal e sem dignidade tenha “corrido” o ex-Presidente da Assembleia Municipal.

Este Partido Socialista também provou que convive mal com a crítica. Que não aceita a crítica. Este PS é todo ele socrático. “Manda quem pode, obedece quem deve”. E quem não obedece? É corrido!
Lamento, ainda, a irresponsabilidade do Partido Socialista que, por culpa própria, deixou que este tema caísse em cima da “Assembleia das Contas”, não tento tido coragem para marcar para data anterior uma reunião do órgão onde só e apenas se tivesse discutido este tema. Assim, por um conjunto de atropelos à lei, da única responsabilidade do PS, que se foram fazendo no decorrer da destituição do ex- Presidente da Assembleia Municipal, corre, agora, o concelho o risco de ver cair em Tribunal um qualquer expediente que declare as decisões da Assembleia feridas de nulidade. Tudo por culpa do PS, que, tendo a maioria, infelizmente, não a sabe usar.

Lamento que o Partido Socialista tenha tentado que a votação para a destituição do Presidente da Assembleia Municipal fosse de braço no ar e não secreta. Talvez enganados pelo facto do Sr. António Lopes ser comunista, ficaram convencidos que estavam no Comité Central do Partido Comunista, onde tudo se vota de braço no ar. Que vergonha para a história do PS! Que vergonha!

Lamento que a mesa socialista que conduzia os trabalhos na ausência do Sr. António Lopes tenha interrompido os trabalhos, por cinco minutos, em período de votação, o que é profundamente ilegal e antidemocrático, para que as lideranças do PS viessem cá fora instruir os deputados municipais eleitos nas suas listas sobre o sentido da votação na “corrida” que queriam dar ao Sr. António Lopes. Passaram, dessa forma, o maior atestado de incompetência e ignorância política aos seus deputados. O que eles não mereciam, o que nós não merecíamos. Que vergonha para a história do PS! Que vergonha!

Peço, publicamente, ao Sr. Presidente da Câmara Municipal que ponha este PS na ordem ou que se afaste dele. Corre o sério risco de começar a ser confundido com ele ou de ser corrido por ele. Vamos ver o que acontece!

Luís Lagos

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