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“ESTGOH manter-se-á viva enquanto parceiros sociais demonstrarem que tem utilidade para a região”

Em Oliveira do Hospital para dar posse à nova Associação de Estudantes da ESTGOH, o presidente do IPC assegurou que o futuro da escola depende do empenhamento dos atores locais e da demonstração da sua utilidade na região.

Depois de no verão passado ter sofrido novo corte na sua oferta formativa, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital está longe de caminhar em terreno firme. Isto mesmo foi, esta tarde, facilmente percecionado no decorrer da sessão da tomada de posse da nova Associação de Estudantes – Luís Pereira mantém-se na liderança – no decorrer da qual o presidente do Instituto Politécnico de Coimbra fez recair sobre os parceiros sociais da região a responsabilidade no que toca ao futuro da escola que, há 14 anos, abriu portas em Oliveira do Hospital.

“A escola existe e manter-se-á viva enquanto os parceiros sociais da região demonstrarem que a escola tem utilidade para a região”, afirmou Rui Antunes, desafiando outros parceiros que não apenas a Câmara Municipal – “não seria possível manter a escola a funcionar se a Câmara não estivesse empenhada no projeto”, frisou – a mostrarem “empenho”. Em concreto, o presidente do IPC referiu os concelhos limítrofes que “devem ser chamados a apoiar a escola e a traduzir o seu interesse na sua manutenção”, bem como “empresas, entidades, associações e forças vivas da região que têm que encontrar na escola uma utilidade”. Do mesmo modo, Rui Antunes considerou que também a escola “tem que estar aberta e perceber os sinais para o que é útil para a comunidade”.

Sem deixar de aludir às implicações que os cortes orçamentais têm tido ao nível do ensino superior, Rui Antunes queixou-se daquela que é também da redução do número de alunos e que é “abrangente” a todas as instituições de ensino superior, em particular as que se situam em territórios de baixa densidade populacional, entre as quais a ESTGOH. Dificuldades que o responsável garante estar empenhado em ultrapassar, verificando porém que no que toca à ESTGOH “nem sempre estivemos em sintonia”. “Nem sempre as leituras foram coincidentes, mas temos tentado defender a ESTGOH dentro daquilo que achamos que são as melhores opções para a escola”, continuou o responsável, registando que “a melhor maneira é a de a tornar viável do ponto de vista da sua dimensão, dos alunos, oferta que tem e da ligação às instituições da região”.

Em defesa da ESTGOH, Rui Antunes diz ter proposto ao secretário de Estado do ensino superior a criação de bolsas de estudo para estudantes em zonas de densidade populacional mais reduzida. Do mesmo modo, equaciona a abertura de cursos técnicos superiores profisionais com vista à atração de novos alunos para a ESTGOH.

“Da parte da Câmara há disponibilidade para construir uma escola diferente”

A reconhecer que “o ensino superior entrou em estado de alguma convulsão”, o presidente da Câmara Municipal recusou-se a aceitar aquele argumento como justificação para o que tem acontecido no seio da ESTGOH, porque “a crise financeira resulta em todas as escolas e não apenas na ESTGOH”. “Não poderíamos deixar de ter posições antagónicas, porque vemos o ensino superior e a escola de forma diferente de alguns de Coimbra”, continuou José Carlos Alexandrino que voltou a trazer à tona de água a extinção de dois cursos, o primeiro dos quais – o de Engenheira Civil – por motivo de duplicação da oferta formativa com ISEC e o segundo- o de Administração e Marketing- que “não se duplicava com nada”. “ O argumento valia num curso e noutro não valia”, criticou o autarca, verificando que “se calhar em Oliveira do Hospital, o ensino tornar-se-á mais barato”.
Para José Carlos Alexandrino “não basta dizer que se defende a escola. São precisos atos”, pelo que defende uma “nova dinâmica” para a ESTGOH. “Precisamos do IPC para nos ajudar a criar um modelo de escola diferente de Coimbra, porque algumas ambições de Coimbra sobrepõem-se ao ensino em Oliveira do hospital”, afirmou o autarca oliveirense que destacou a necessidade de se estabelecerem “canais de cooperação em relação ao futuro, para que mais jovens venham para Oliveira do Hospital”. “Da parte da Câmara há disponibilidade para se construir uma escola diferente”, assegurou Alexandrino, defendendo “uma estratégia coletiva” que deite por terra o receio que partilhou: “temo que qualquer dia tenhamos Associação de Estudantes e não tenhamos escola”.

“Cooperação” foi, de resto, o desafio igualmente lançado pelo presidente da ESTGOH . “A cooperação tem que ser a marca da escola. Temos que cooperar entre nós e o território. Sem recursos humanos qualificados não temos interior no país”, afirmou Carlos Veiga, valorizando neste domínio aquela que tem sido a boa colaboração da Câmara Municipal.

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