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EUA compram totalidade mundial de medicamento de combate à COVID para os próximos três meses, mas Portugal tem stock

O efeito do Remdesivir no tratamento da Covid-19 levou os EUA a comprarem mais de 500 mil doses do fármaco e a deixarem o stock mundial quase esgotado para os próximos três meses. Especialistas mostram-se preocupados e Portugal decidiu, inclusive, contactar a farmacêutica. O Infarmed garantiu hoje que há “stock disponível”.

Ao início da tarde de hoje, a secretária de Estado Adjunta e da Saúde dava conta, na habitual conferência relativa à evolução da Covid-19, que o Infarmed tinha entrado em contacto com a Gilead, farmacêutica responsável pela produção do Remdesivir, para avaliar o stock disponível. Só depois de obter a resposta, Portugal estaria em condições de assegurar a administração do medicamento no futuro.

Ao final da tarde, em comunicado enviado às redacções, o Infarmed garante então que “existe stock disponível do medicamento Remdesivir, de acordo com as alocações que têm vindo a ser feitas ao nosso país, constituindo uma primeira reserva que garante o acesso imediato ao medicamento”.

A Gilead “antecipa que não venha a existir qualquer constrangimento no acesso ao tratamento por parte dos doentes portugueses”, pode ainda ler-se. Recorda o Infarmed que o Remdesivir obteve um parecer positivo do Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a “autorização deverá ser concedida em breve pela Comissão Europeia”. Esta autorização será, porém, “condicional por ainda se aguardarem resultados confirmatórios”.

A Autoridade Nacional do Medicamento indica também que o fármaco, projectado inicialmente para ser usado contra o Ébola, já era usado em Portugal “mesmo antes de ter a referida autorização condicional”, se assim os “médicos assistentes o entendessem. Todos os pedidos de acesso ao medicamento pelos hospitais nacionais foram concedidos”. Quanto à eficácia do Remdesivir no combate à Covid-19, vale ainda recordar que já no final de abril havia o registo de dados positivos no que toca ao tratamento de pessoas infetadas. Por esta altura, os cientistas verificaram que o uso do Remdesivir, um antiviral de uso hospitalar, trazia benefícios claros para os pacientes, pelo que consideraram que era antiético não avançar com a experiência.

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