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Explorador do Café Central rescinde contrato por “justa causa”

 

O explorador rescindiu contrato e deixa o espaço livre já na próxima terça-feira.

Aberto ao público desde 22 de agosto de 2009, data de inauguração da requalificação do Largo Ribeiro do Amaral, o Café Central encerra já amanhã, 10 de janeiro. Tal acontece por decisão da empresa exploradora do espaço que, em 2009, ganhou concurso de exploração com a proposta mais favorável, mas que ao longo dos últimos meses tem manifestado o seu descontentamento pelos problemas detetados no exterior e interior do espaço.

Ainda que alguns deles tenham sido resolvidos pelo atual executivo que herdou aquela construção da anterior equipa municipal, o explorador garante que até agora continuam por resolver os problemas de infiltrações e que são responsáveis pela perda considerável de clientela.

“Ainda hoje de manhã estava a chover lá dentro”, contou Nuno Pereira ao correiodabeiraserra.com, contando que o espaço tem problemas ao nível da condensação na placa e que em dias de chuva, o cenário “é muito pior”.

Com fotografias e vídeos na sua posse que comprovam todas as queixas que já expôs à Câmara Municipal com o objetivo de os problemas serem resolvidos, Nuno Pereira confessa-se cansado de toda esta situação, que já muita tinta fez correr na imprensa local e regional.

É que associado às queixas do explorador está também o incumprimento no pagamento das rendas como forma de protesto e ressarcimento dos prejuízos causados.

A comunicação de rescisão do contrato chegou no mês passado aos serviços da Câmara Municipal e Nuno Pereira prepara-se para na próxima terça-feira deixar o espaço livre. Por resolver continua, porém, o pagamento das rendas em atraso – 10 no total – bem como o valor de indemnização que a Câmara Municipal deve pagar à empresa exploradora.

Pelo meio há ainda a registar a celebração de vários acordos entre a empresa e a autarquia, mas que – segundo Nuno Pereira – nuca chegaram a ser cumpridos por parte da Câmara Municipal. Segundo revelou em maio deste ano, a Câmara congelou seis meses de renda e deu como certa a resolução do problema das infiltrações. “Não resolveu e nós voltamos a não pagar a renda”, contou Pereira a este diário digital, revelando que o valor de indemnização que espera obter da Câmara Municipal é de 16 rendas, num total de cerca de 30 mil Euros, pelos danos causados nas vendas”. “Tive que mandar pessoal embora e até tive registos no livro de reclamações”, contou.

Forçado a não cumprir o contrato – terminava em agosto deste ano e era suscetivel de renovação por mais um ano – Nuno Pereira disse nunca pensar que o espaço que foi estrear tivesse tantos problemas ao nível da sua construção, acontecendo o mesmo ao nível dos acessos exteriores. “Os problemas não são de agora, são do início”, vincou atribuindo responsabilidades ao anterior executivo municipal que “inaugurou o espaço à pressa” e que, segundo contou, apesar de ter sido alertado para a situação um mês após a ocupação, nunca fez nada para a resolver e nem sequer responsabilizou a empresa construtora. Do mesmo modo, sublinha a passividade da atual câmara que “não soluciona o problema”.

Entretanto, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital já procedeu à abertura de concurso destinado à entrega de propostas para exploração do espaço localizado na zona central da cidade. A entrega decorre até dia 19 de janeiro e o ato público de concurso está marcado para as 11h00 do dia seguinte. Um calendário que chega a merecer o reparo de Nuno Pereira, por verificar que a Câmara Municipal avança para novo concurso sem se preocupar em resolver os problemas das infiltrações. “A casa está feita e tem clientes fixos, mas têm que resolver o problema antes de chover”, aconselhou.

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