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“Extensão de Saúde em Ervedal da Beira não tem nem máscaras nem desinfectantes”

“Extensão de Saúde em Ervedal da Beira não tem nem máscaras nem desinfectantes”O membro da Assembleia da União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira, João Dinis, escreveu hoje uma carta aberta à Direcção da ARS Administração Regional de Saúde, ARS, do Centro (Coimbra) e aos Autarcas em geral e aos de Oliveira do Hospital em especial onde acusa a Extensão de Saúde em Ervedal da Beira – âmbito do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital de não ter nem máscaras nem desinfectantes disponíveis para os utentes. “E, então, eles têm que esperar cá fora, aliás sujeitos a constiparem-se devido à aragem fria!…”, escreve numa missiva onde não poupa criticas às autoridades de saúde e aos autarcas. Fica a carta aberta na integra:

***

ARS – Centro e alguns Autarcas, depois dos “alarmes” que produzem,

afinal, mantêm a População desprotegida !

Temos presentes várias comunicações, extremadas, por parte de Autarcas e, até, da (suposta) Autoridade de Saúde, no caso, do ACES – PIN – região de Coimbra e que é organismo do Ministério da Saúde (ARS Centro) deste Governo.

Pode constatar-se, entre outras confusões, uma “ansiedade” contraproducente, por exemplo, no Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, o que o tem levado a “especular” com as probabilidades de incidência da doença e na tomada de medidas, várias das quais até nem são da sua directa responsabilidade mesmo enquanto Presidente da chamada Protecção Civil Municipal.  Sim, várias das competências, responsabilidades directas e decisões em causa, em primeiro lugar, recaem sobre os organismos do Ministério da Saúde e não devem ser “usurpadas” pelos Presidentes de Câmaras Municipais.

Neste contexto, passamos a transcrever parte de uma aviso produzido recentemente pela ARS, Administração Regional de Saúde do Centro (Coimbra), em que consta:

” Deste modo, determino que todos os cidadãos que residem habitualmente no concelho de Oliveira do Hospital e que regressam ou regressarão a este Concelho que venham do estrangeiro ou de zonas de contágio comunitário do País, permaneçam em isolamento profilático durante 14 (catorze) dias a contar do dia da sua chegada”.

Estas medidas juntam-se a outras de carácter tendencialmente alarmista.

Entretanto, o Ministério da Saúde e seus organismos regionais não respondem a necessidades sanitárias que, no terreno, afinal correspondam – em proporção – aos “alarmes” que estão a ser produzidos. Falamos de informação concreta e pormenorizada sobre existências – DESCENTRALIZADAS  PELA  REGIÃO — em ventiladores, em monitores, testes de despistagem da doença, Entidades com capacidade instalada para tratar doentes, incluindo as hipóteses para instalação de “hospitais de campanha”.

Ministério da Saúde alarma a População

mas não fornece máscaras e desinfectantes ao SNS…

Mas mais criticável ainda:- hoje, 23 de Março, (10 horas), a Extensão de Saúde em Ervedal da Beira – âmbito do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital – estava de “quarentena”. Os utentes estavam em espera, cá fora, no exterior (uma meia dúzia, no momento) – e corria um vento fresco… Só podia entrar para dentro das instalações um utente de cada vez l… Ora, o edifício é novo. Tem uma sala de espera espaçosa. Só que a Extensão de Saúde em causa não tem – porque não lhe são fornecidos pelos Serviços competentes do Ministério da Saúde – não tem nem MÁSCARAS NEM DESINFECTANTES DISPONÍVEIS PARA OS UTENTES e, então, eles têm que esperar cá fora, aliás sujeitos a constiparem-se devido à aragem fria!…

Os funcionários desta Extensão de Saúde vinham eles cá fora (tinham máscara e bata plástica…), falavam com os utentes em espera e, depois, lá levavam um para dentro…

Ou seja, cria-se o medo entre as Pessoas e, depois, o Ministério da Saúde e o Governo nem máscaras de protecção fornecem para utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), pelo menos por aqui !

Máscaras e desinfectantes escasseiam ?  Claro ! Com tanto alarme !   Então que o Governo aplique a “requisição civil” desses materiais e os distribua pelo SNS, enquanto também estabeleça uma tabela de preços de venda ao público.

Sim, extraordinária a “paciência” e a compreensão manifestadas pelas Populações até agora!  Que produzem efeitos práticos positivos para além e apesar destes “responsáveis” tendencialmente alarmistas mas pouco eficazes ao mesmo tempo…

 

23 de Março de 2020

 

João Dinis

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