Home - Opinião - Falando de eleições autárquicas e da perda de população de Oliveira do Hospital… Autor: António Lopes

Falando de eleições autárquicas e da perda de população de Oliveira do Hospital… Autor: António Lopes

Contrariando o prometido pelo Senhor Primeiro Ministro, seis anos depois, não temos a prometida reposição das extintas freguesias. Também não temos a prometida Regionalização. Mas, temos muitas assimetrias para resolver. Temos 38 concelhos com menos de 5 000 habitantes. Temos 120 concelhos com menos de 10 000 habitantes. Temos 185 concelhos com menos de 20 000 habitantes. Temos 58 por cento da População em quatro Distritos (Lisboa, Porto, Aveiro, Setúbal), que têm 14 por cento da área do território Nacional: 13 018 Km2 (6 267 573 habitantes).

Temos 7,57 por cento da população, 818 206 habitantes, em 39,6 por cento do território: 36 423 km2 (Bragança, Guarda, Castelo Branco, Évora e Beja). Évora e Beja 300 286 habitantes, têm mais território que os quatro que têm 60 por cento da população. Vila Nova de Gaia ou Sintra, tem mais população que o Alentejo todo…!

Enquanto uma grande parte do País está deserta, 60 por cento acotovelam-se nos transportes públicos a espalhar o Covid…!

Falando do concelho de Oliveira do Hospital, pese a demagogia a que vamos assistindo o “Concelho das maravilhas”, continuamos à espera do “Palavra dada, palavra honrada” e da consequente reposição das seis freguesias extintas. Se demorarem muito, um dia destes, já não vale a pena.

Com efeito, desde os últimos censos, em 2011, Oliveira do Hospital viu diminuída a sua população em 1 568 habitantes, ou sejam, 7,5 por cento. Desde que eu nasci, 1950, ano em que atingiu o seu auge populacional, Oliveira do Hospital viu diminuída a sua população de 29 027 habitantes em cerca de 1/3. Sendo que esta diminuição, 9 776, é mais de metade da actual população 19 262. A este ritmo, se nada for feito, dentro de 150 anos, Oliveira do Hospital e o interior serão um deserto.

Por estes dias em que assistimos a injustificados entusiasmos, promessas de ocasião jamais cumpridas, não será melhor “descer à terra ” e pensar como inverter este declínio? Não será tempo de menos demagogia, menos propaganda, menos promessas e mais reflexão e acção…?

O País agradece.

António Lopes

 

 

Autor: António Lopes

 

 

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