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Faleceu Carlos Portugal, ex-presidente da CM de Oliveira do Hospital

O antigo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital Carlos Portugal faleceu esta madrugada e o funeral deverá ocorrer amanhã em Coimbra. O ex-autarca, eleito pelo PSD, esteve à frente do município oliveirense entre 1994 e 2002, tendo como vice-presidente Mário Alves. O município oliveirense já decretou três dias de luto municipal.

A autarquia justifica esta posição com “a natureza das funções desempenhadas, e o enorme contributo que Carlos Alberto Moura Portugal e Brito deu para o desenvolvimento do Município, nas suas mais variadas vertentes… decreta três dias de luto municipal”, sublinha uma nota do município. A missiva salienta ainda que estes três dias se vão caracterizar “no hastear da bandeira municipal a meia adriça em todos os edifícios públicos municipais em que a mesma seja ou deva ser hasteada, recomendando ademais às Freguesias do Município, através das respectivas Juntas que procedam de igual modo relativamente às suas bandeiras próprias”.

Carlos Portugal, segundo aqueles que o conheciam, distinguia-se por ser uma pessoa de consensos, que sabia ouvir as posições de todos os partidos, as quais não tinha problemas de acolher se entendesse que era o melhor para o concelho. Foi também o responsável pela conclusão da Casa da Cultura e das piscinas municipais.

“Não ficou para a história como um autarca com um nome sonante, devido à sua maneira de ser pouco dada a protagonismos. Mas deixou obras marcantes no concelho”, refere o vereador na CM de Oliveira do Hospital Francisco Rodrigues. “Sereno, pacificador, mas sempre com os olhos postos no que era realmente importante. Homem de convicções, Homem de ideais progressistas, que sabia o que queria para si e lutava pelo que era útil e necessário aos outros. A todos, sem excepções e sem exclusões”, sublinha o vereador eleito pela coligação PSD/CDS-PP.

“Um percurso profissional inigualável, ligado sempre às causas públicas, como técnico superior, como director regional, como dirigente de topo na Região de Turismo e, sobretudo, como autarca. Antes na Assembleia Municipal e depois como Presidente da Câmara Municipal, durante dois grandes mandatos”, remata Francisco Rodrigues.

O antigo autarca, que antes passou pela Assembleia municipal oliveirense, sabia cultivar amizades e era bem acolhido nos centros de decisão em Lisboa. Além disso, distinguiu-se ao serviço do desporto, em particular o automobilismo e o basquetebol.

“Perdemos hoje um grande Homem, um fervoroso Oliveirense, um extraordinário Autarca. Era um Homem de fortes convicções, movido por ideais progressistas e forte sentido democrático, que sabia o que queria para si e lutava pelo que era útil e necessário aos outros. Não tolerava excepções e não determinava exclusões. A sociedade em geral guarda dele a imagem de uma vida bem preenchida de alegrias e sucessos, dedicada às coisas de que gostava imenso, o basquetebol em especial, mas o desporto em geral. Quem o conhecia lembra-o como um exímio praticante de quase todas as modalidades em que se envolvia, no automobilismo, no ténis e, claro, no basquetebol. Aqui como atleta de reconhecido mérito e, depois como treinador e seleccionador nacional como enormes sucessos”, refere por seu lado a concelhia social democrata, classificando Carlos Portugal como “um oliveirense de causas nobres”..

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