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Fernando Tavares Pereira promete levar processos dos incêndios de Outubro de 2017 até ao “Tribunal de Estrasburgo”

Líder da MAAVIM diz que a investigação ouviu Juntas e Câmaras e deixou de fora testemunhas relevantes

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM) promete levar os processos relacionados com os incêndios de Outubro 2017 até “às últimas consequências”, ou seja, ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. O líder daquele movimento, que se tem destacado na defesa dos lesados da catástrofe de Outubro de 2017, Fernando Tavares Pereira, deu a conhecer na última reunião do executivo da Câmara Municipal de Tábua que a MAAVIM já recorreu dos processos que foram numa primeira fase arquivados e que o movimento continuará a lutar “para que seja feita justiça”.

“Não podemos aceitar que quem tinha casa tenha ficado com as ruínas e outros que nada tinham nada passaram a usufruir de uma nova”, refere o empresário, mostrando-se ainda muito critico para com a investigação. Esta, no seu entender, limitou-se a ouvir as Juntas de Freguesia e as Câmaras Municipais, deixando de fora diversas testemunhas que considera cruciais para o apuramento da verdade. E desafiou a autarquia tabuense a juntar-se a esta demanda “pelo apuramento da verdade”.

“Como é que se pode julgar um processo ouvindo apenas as Juntas de Freguesia e as Câmara Municipais, ignorando as restantes testemunhas. Isto é uma falsidade. Assim, não há justiça e democracia neste país”, referiu Fernando Tavares Pereira, prometendo levar o caso, se tal for necessário, até Estrasburgo. “Iremos até onde for necessário, mesmo até Estrasburgo, para que se faça justiça e pagamos as custas”, frisa.

“Como é que a Câmara e a Junta assinam um documento a sinalizar uma casa que não existe? Isso é que é uma vergonha”, atirou. O presidente da autarquia, Ricardo Cruz, perante estas acusações, prometeu “realizar um levantamento exaustivo” para apurar o que se terá passado e se é necessário “chamar o senhor vereador [Fernando Tavares Pereira] à razão”.

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