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Café Central

Fertavending culpa autarquia pelo arrastar do caso Café Central, diz que foi benevolente no acordo, e espera que os culpados sejam responsabilizados pelos prejuízos causados ao município

A empresa Fertavending responsabiliza a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital pelo arrastar do processo do Café Central. Em comunicado, o empresário Nuno Pereira garante que sempre procurou chegar a um acordo aceitável, o que nunca aconteceu por culpa da CMOH. O empresário desmente ainda José Carlos Alexandrino que na altura do julgamento disse ter tido necessidade de alugar um autocarro para levar as testemunhas a Coimbra. “As testemunhas foram convocadas para videoconferência no tribunal de Oliveira do Hospital, não sendo necessário terem ido para Coimbra fazer despesa”, explica. O empresário vai mais longe e acusa a actual e anterior vereação de “terem lesado a CMOH e por sua vez a população do concelho”, os quais espera venham a ser responsabilizados, bem como todos os outros intervenientes no processo.

“Bastava terem activado a garantia de construção. Pois a CMOH não foi lesada só na indemnização, mas também na colocação de novo piso e obras feitas após a conclusão do Largo Ribeiro do Amaral”, esclarece no comunicado o empresário 23062010462 (Medium)Nuno Pereira. “Espero que tudo fique claro e encerrado, pois mais uma vez se provou que embora a muito custo a razão estava do nosso lado”, frisa.

A empresa Fertavending explica ainda que entre as várias reuniões para resolver os problemas, saíram documentos de compromisso em 30 de Setembro de 2010 e 20 Maio de 2011, “os quais nunca foram cumpridos por parte da CMOH”. “Achamos que a CMOH deveria ter resolvido o problema logo, o qual não o fez… Em Oliveira do Hospital foi o processo adiado por mais de quatro vezes e bastou ir uma vez para Coimbra para se decidir um processo que só poderia ser favorável à minha pessoa e a todos os que representaram a empresa”, sublinha, adiantando que poderia ter tirado partido do julgamento, mas achou por bem, escreve, “avançar, para benefício da CMOH, com uma proposta minimamente aceitável para não deixar ‘rolar’ mais o processo, tendo em conta possíveis juros que agravariam mais o valor que solicitei”. Refere ainda que o valor acordado a pagar foi de 13.035,97€, tendo em conta que a CMOH não tinha calculado o valor das cauções iniciais. “Embora o Sr. Presidente não tenha comparecido e com o julgamento já iniciado, foi o mesmo interrompido, para aceitar a minha proposta”, conta.020920111843 (Medium)

O empresário enfatiza ao longo do comunicado que não teve culpa no arrastar do processo. “Desde o dia 18 de Agosto de 2009, que sempre tentámos através do diálogo com a CMOH, resolver questões relacionadas com os defeitos de construção do edifício. Alguns problemas iam sendo resolvidos, mas os problemas de fundo, nunca o foram. Tal facto levou a que tomássemos medidas drásticas, como o não pagamento das rendas, após termos dado tempo suficiente para reparação das mesmas”, conta, referindo que sempre comunicou a quem de direito que deixaria de pagar as rendas, caso a CMOH, não resolvesse os problemas verificados e confirmados. “Nunca a empresa deixou de pagar as rendas por outro motivo a não ser esse”, diz.

“O Café Central, os proprietários, os familiares e os seus clientes, foram denegridos e prejudicados propositadamente, por falta de competência, dos responsáveis resolverem os problemas”, continua, justificando que chovia dentro das instalações, o acesso ao café esteve vedado ao público diversas vezes e os equipamentos não foram instalados desde o seu início, entre outros”, remata.

O final do caso, recorde-se, terminou com um acordo da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que deu luz verde a 23 de Dezembro para o acordo conseguido em Tribunal. Ao que o CBS apurou, a dívida total resultante daquela 19062010451 (Medium)empresa ao município, entre juros e rendas, seria de 27 784,21 euros, mas, segundo o acordo aprovado pelo executivo de José Carlos Alexandrino, o pagamento será apenas de 16655,17, um valor a ser pago em 13 prestações. O acordo contou com os votos favoráveis dos vereadores José Francisco Rolo, Nuno Ribeiro e João Ramalhete e a abstenção do presidente da autarquia, José Carlos Alexandrino, e da vereadora da oposição, Cristina Oliveira.

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