Home - Opinião - Fim dos massacres! É preciso desmascarar todos os terroristas! Autor. João Dinis (Jano)

Fim dos massacres! É preciso desmascarar todos os terroristas! Autor. João Dinis (Jano)

Como de outras vezes, começamos por dizer que são hediondos e condenáveis todos os massacres, ainda por cima de “terceiros” inocentes, e quaisquer que sejam os meios utilizados! Quer seja à bomba, ao tiro, à espadeirada. Com gases ou outros químicos, com paraquedistas ou “marines” ou fuzileiros. Com drones ou com aviões mais ou menos convencionais. Com bombas atómicas ou com quaisquer outras bombas! Não há meios “bons” para massacrar! Não há massacres “bons” ! Malditos sejam todos os executantes e todos os mandantes de qualquer massacre, e seja lá onde for, como for e por que motivo for!  Não, não vamos sequer pedir que executantes e mandantes de qualquer massacre sejam eles próprios massacrados. Nem sequer que o sejam às mãos ou às ordens uns dos outros.

Serve este intróito para nos fazermos situar perante os ainda recentes acontecimentos ocorridos em Paris – cidade muito simbólica – onde um pequeno grupo de executantes mais ou menos fanáticos (de facto às ordens de quem e porquê ??) massacrou tanta gente seguramente sem culpas directas pelo estado do mundo em que o destino colocou tantas pessoas juntas, no momento errado, no sítio errado, num “filme” de horror tragicamente real.

Desses executantes de mortes se diz que são terroristas. E foram-no. Provocaram o pior dos terrores, a morte. E fizeram-no de forma horrorosamente fria! Porquê afinal? Será que herdaram alguns genes dos seus progenitores, genes programados pela natureza para que viessem a ser terroristas alguns anos depois de terem nascido afinal tão nus, tão bebés, tão inocentes como qualquer outro recém-nascido, de outros progenitores, em qualquer outra parte deste nosso mundo? Não, certamente que não há genes que transportem consigo a carga de terrorista compulsivo. Mas, a seguir, alguns anos depois, no decurso da vida, circunstâncias atrás de circunstâncias vão construindo a cabeça, a ideia, a decisão, a frieza, a violência concentrada, o crime brutal.

Até que a morte os una…

Mataram “com ferros” e também “com ferros” morreram. Podemos pois dizer que o resultado “moral” é um “empate técnico” embora possa parecer cínico este raciocínio. Mas olhem que há muito de verdade nisso. Verdade que só não será reafirmada, na prática, se não se verificarem novos massacres. Rezemos pois para que nova tragédia não volte a provar esta mais do que inconveniente e horrorosa verdade…

Temos estado para aqui a conjecturar e a conjecturar continuemos. Porém, vamos ter a coragem de colocar questões para enfrentar respostas ainda mais corajosas…

Quando se verifica um crime, por norma se procura definir o chamado “móbil” (a motivação; a causa) desse crime como método e guia na procura do eventual criminoso e/ou do respectivo mandante.

1 – Por que efectiva razão, este tipo de acção terrorista incide sobre alvos civis e não sobre alvos militares? Ou sobre edifícios oficiais e principais governantes deste ou daquele país?

É que, por um lado, é (muito) mais difícil atacar alvos militares ou os principais governantes. É fácil perceber porquê… Por outro lado, neste mundo devassado pelas televisões e outros media, tem muito mais efeito, concentra mais terror, matar e ferir gente igual ao mais igual de nós, do que atacar militares ou mercenários armados até aos dentes ou mesmo superprotegidos presidentes ou governadores disto ou daquilo. E porque também já vimos isso mesmo, já sentimos a desproporção entre os terrores assim provocados, percebemos facilmente o porquê destas opções terroristas…

2 – E como se potencia, e valoriza, uma espécie de cadeia de propagação do terror?

Em primeiro lugar, através da divulgação do acto de terror de forma massacrante e aparentemente acéfala. Sim, só aparentemente acéfala porque o que passa só passa devido a uma preparação muitíssimo cuidada, centralizada e controlada. Sim, sem hesitações, aqui proclamo que as televisões e a grande comunicação social, e as concorrências entre elas para obterem audiências, logo publicidade PAGA (negócios), leva a que as obsessivas e, repito, massacrantes abordagens ao acto de terror, resultem – objectivamente – como uma forma de prolongar (valorizar) esse mesmo acto terrorista por outros meios que não a violência eminentemente física. E também manipulam – induzem – emoções e sentimentos, dos mais genuínos e sinceros, por parte das Pessoas que são manipuladas no processo. Dessa forma se apura o “caldo de cultura” ideal para este tipo de terrorismo e a margem de manobra para disso “alguém” tirar proveito. Que se não houvesse tanta e, repito, tão aparentemente acéfala divulgação pública dos actos de terror, esta forma de terrorismo estaria já “clinicamente morta”. Não valia a pena…

3 – E que aproveitamentos? Que “sociedades” de interesses, às vezes aparentemente antagónicos, nascem e se desenvolvem exacerbando a morte, bebendo o sangue dos inocentes?

Sim, por baixo da capa – e do pretexto – do fanatismo religioso-ideológico, convergindo e divergindo consoante a hora, o local e os protagonistas, contorcem-se interesses de vários tipos como serpentes das mais venenosas.

São interesses políticos e estratégicos por sua vez suportando interesses económicos ou financeiros, geridos pelos traficantes da morte (do armamento), do petróleo e do gás, da droga e dos medicamentos, das maiores empresas da construção civil, do grande agro-negócio, da alta finança.

E na preparação – repito sem hesitações – na preparação, na execução e no rescaldo destes hediondos actos de terror, estiveram e estão serviços secretos de vários países. Sim, serviços secretos de todos os cambiantes que são Estados (para-terroristas) dentro de Estados, incluindo dentro e ao serviço dos reais interesses do tal “Estado Islâmico”!

Inclusive dentro de Portugal onde, agora mesmo, um alto (ex)responsável (espião) pelos “nossos” serviços secretos veio assumir aquilo que por cá já se sabia, ou seja, que a grande parte da actividade dos serviços secretos (no caso, portugueses) passa à margem da lei e a coberto de um alegado “segredo de Estado”… Espiando cidadãos, organizações e formas de pensar.

Petróleo… Armamento…

Sim, quase tudo aquilo que acontece no Médio-Oriente nos últimos 150 anos tem por trás, no meio ou na frente o grande negócio do petróleo. E enquanto chupam esse recurso natural, alguns dos países “civilizados” e seus centros de decisão de facto – nomeadamente as grandes empresas petrolíferas norte-americanas e os interesses dos colonialistas Britânicos, têm retalhado essa região em “Estados” à medidas dos seus interesses. O último desses Estados é o chamado “Estado Islâmico”, hoje no olho do furacão com os resultados conhecidos. A propósito do “móbil” do crime, perguntemos:- Mas quem raio compra petróleo a este “Estado Islâmico” e quem raio lhe vende as armas?…

Entretanto, é necessário recordar aqui o papel de um elemento, de seu nome Durão Barroso, que na qualidade de ocupante, à época, do cargo de Primeiro-Ministro de Portugal, serviu de mordomo – nas Lajes – a uma reunião de um autêntico “gang” internacional formado por George Bush (EUA), José Maria Aznar (Espanha) e Tony Blair (Inglaterra) que lá anunciaram (2003) a invasão do Iraque a pretexto, mentiram eles, das armas de destruição maciça que o Iraque teria…mas que de facto não tinha… E assim Portugal foi envolvido no terrorismo oficial de Estado e depois admirem-se que surjam retaliações… Como se viu, o Iraque foi rebentado à bomba por essa “coligação” (à margem das Nações Unidas) e, hoje, os Iraquianos (?) rebentam-se à bomba um pouco por todo o lado.  Ah! Passado pouco tempo, esse mesmo Durão Barroso veio a ser premiado com o posto de Presidente da Comissão Europeia… Para seu proveito e nossa vergonha!

E “só” nos últimos 20 anos, antes do Iraque já tinha sido invadido o Afeganistão. Depois, foi a Líbia. A seguir, a Síria. Então, qual dos países “incómodos” e produtores de petróleo vai ser o próximo? Sabemos bem que as bombas e os drones já andam “a morder nos calcanhares” do Irão mas o problema é que, também se sabe, este país será um vespeiro maior do que são os outros todos juntos… Bem, talvez Israel e os sionistas sirvam de batedores e entrem, de cabeça, no vespeiro-Irão… Na Venezuela, para já, as coisas decorrem de forma mais “soft”…

Paris e nós – com amor – mas à luz das trevas!

Paris está em “estado de emergência”. Na “cidade-luz” a morte saiu à rua pela mão de meia dúzia de fanáticos, de desesperados, de assassinos-suicidas. E logo um tipo (um “mec” ) que ocupa o cargo de Primeiro-Ministro Francês clamou:- “ A França está em guerra!”. E deve ter-se imaginado como um petit Napoleão (de arremedo) …  Ou será que, afinal, ele falou com toda a propriedade e referiu-se ao facto da França ter sido um dos primeiros países a bombardear a Líbia…a Síria…e de estar a bombardear ainda mais a partir de agora?  Para dar ainda maior lucro à indústria da morte ( do armamento) e , por exemplo, à ELF// TOTAL, esta a petrolífera com sede em França e que é a empresa mais cotada na Bolsa Francesa?  Sim, dessa mesma petrolífera que também chupa, entre outros, o petróleo de Cabinda (Angola) no outro lado do Continente Africano? Ah! E agora como sobe nas sondagens o senhor “bon vivant” François Hollande? Sim, agora, como vão as “sondagens políticas” depois da morte do terrorista, do alegado “cérebro” dos atentados de Paris – afinal um jovem fanático por isso mesmo um assassino muito manipulável do ponto de vista religioso/ideológico?

Sim, qual é o Francês que, do alto do seu chauvinismo típico, recusa agora pagar mais impostos para reforçar os gastos com as forças armadas e as forças de segurança do seu “grande” país? E tamanha “generosidade” está a ser semeada na maioria dos países, alimentada pelas campanhas massacrantes da grande comunicação social.

E assim se vai construindo o “ambiente” para o reforço – antidemocrático – das normas e dos meios securitários…Para limitar arbitrariamente as liberdades individuais e sociais.

Adeus refugiados. Voltai para o inferno!

A trágica crise dos refugiados descontrolou-se e estava a condicionar demasiado as decisões políticas. A Europa – a União Europeia – estava a ficar desestabilizada pelo afluxo tremendo (por terra) dos refugiados provenientes do Médio-Oriente que se juntam aos refugiados vindos de África (por mar).

Mas eis que estes atentados de Paris, e outras ameaças mais, vêm permitir controlar melhor a crise dos refugiados…impedindo a entrada de (muitos) mais refugiados e expulsando outros! O pretexto é o “terrorismo”… Pois, dá jeito de todas as formas, até porque, para dentro da Europa, já entrou mão-de-obra mais do que suficiente para cá trabalhar “só” pela comida…

E se for preciso correr mais sangue, o mais provável é rebentarem umas bombas ou soarem uns tiros nas ruas, por exemplo, da Alemanha. E depois, se isso for muito necessário ao sistema, lá virão “eles” soltar os cães dos neo-nazis…

Sim, conhecemos muitos dos nomes e das reais motivações de grandes terroristas ao serviço dos maiores terroristas do mundo ! 

Sim, o pior terrorismo é o terrorismo oficial de Estado que conhecidos países praticam em vários outros países deste mundo-cão! 

Sim, deste mundo ingrato e perigoso onde, por dizer o que aqui disse, eu próprio corro o risco de ser acusado de terrorismo pelos grandes terroristas de facto

 

janoAutor: João Dinis, Jano

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