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Fogo destruiu “Bar do Mercado” de Oliveira do Hospital

 

Reduzido a cinzas. Foi assim que ficou o “Bar do Mercado” onde esta noite, entre as duas e as três da manhã, teve início um incêndio que consumiu todo o espaço comercial que, desde fevereiro deste ano, se encontrava a funcionar em instalações provisórias do mercado providenciadas pela Câmara Municipal.

Máquina de café, arcas frigoríficos, forno, registadora, televisão, máquina de tabaco, computador portátil, microondas e outros equipamentos ficaram totalmente destruídos decorrente do fogo que, segundo o comandante dos bombeiros de Oliveira do Hospital, atuou em modo de “combustão lenta” afetando todo o interior do espaço.

“Todo o espaço estava em combustão generalizada”, afirmou Emídio Camacho ao correiodabeiraserra.com, contando que de acordo com o cenário com que os bombeiros se depararam, depois de alertados pela GNR, tudo indica que o incêndio tenha sido provocado por um curto de circuito ocorrido na máquina de café.

Sem condições para funcionar, o mercado municipal era, às primeiras horas da manhã de hoje, um local de profundo desânimo. Um sentimento partilhado por todos os comerciantes que nem queriam acreditar no que tinha sucedido. “Não há palavras. Só sei que não tenho nada”, desabafou a proprietária do “Bar do Mercado” que, sem condições para fazer contas aos prejuízos, tinha diante dos olhos “toda uma vida destruída”.

Ana Maria Pereira abriu o “Bar do Mercado” há 19 anos. Um negócio ao qual se vinha dedicando ao longo dos anos, de alma e coração, e que agora vê totalmente destruído. Um cenário em nada parecido com aquele que deixou ontem, por volta das 19h30, quando meteu chave à porta para dar por terminado mais um dia de trabalho. Não esperava Ana Maria que aquele fosse o momento em que se despedia do espaço, do qual contava sair após o verão para rumar a novas instalações.

“Não sabemos o que vai ser o nosso amanhã”

Por agora, o futuro é incerto. Os prejuízos são avultados e atingirão largos milhares de Euros. Contas difíceis de fazer para o marido de Ana Maria que diz não ter noção do investimento que fez no bar nos últimos 19 anos e, em particular, no início deste ano, pelo facto de se ter visto forçado a comprar novas bancadas ajustadas ao espaço provisório que foi ocupar onde, garante, até tinham “boas condições”.

Por motivos de obras de requalificação do velho mercado localizado nas imediações, o Mercado Municipal estava a funcionar desde fevereiro em instalações provisórias. O local escolhido pela Câmara Municipal para acolher os comerciantes foi o edifício da antiga Renault, que sofreu obras e trabalhos de adaptação no seu interior para receber os comerciantes em modalidade de loja e de venda em banca. Trabalhos que eram do agrado dos comerciantes que diziam ter ali melhores condições, do que no antigo mercado.

À espera da mudança para o novo espaço, cujas obras deverão ficar concluídas até setembro, os comerciantes foram confrontados esta manhã com o “negro cenário”. É que apesar de o incêndio se ter confinado ao “Bar do Mercado”, todo o espaço estava pintado de negro devido ao fumo denso. As elevadas temperaturas também provocaram quebras de vidros e o mau cheiro teima em não fazer esquecer os comerciantes do triste episódio.

Uma tristeza especialmente estampada nos rostos de José Manuel e Ana Maria Pereira. “Não sabemos o que vai ser o nosso amanhã”, desabafou o marido de Ana Maria que, com desânimo lança a mão às arcas derretidas para mostrar os cerca de 600 Euros em gelados agora estragados. “Ainda ontem carreguei esta arca”, lamentou, contando que hoje se preparava para instalar a nova registadora que lhe custou 1900 Euros e que acabou por ser o único equipamento que escapou. Menos sorte teve o equipamento da MEO que acabara de adquirir, mas que ainda nem tinha estreado. Tudo ardido e derretido. “O portátil, nem sinal dele”, disse.

A dar algum alento ao casal que esta madrugada viu toda uma vida “derretida”, está a garantia de apoio por parte da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. “O senhor presidente passou cá logo de manhã e prontificou-se para ajudar”, relatou José Pereira. Uma disponibilidade confirmada ao correiodabeiraserra.com por José Carlos Alexandrino que, lamentando o sucedido, mostrou abertura para que o município ajude o casal que se prepara para enfrentar momentos de “grande dificuldade”, já que o negócio é a única fonte de rendimento para Ana Maria. Numa altura em que se averiguam as causas do incêndio, Alexandrino também não se demarca de eventuais responsabilidades, no caso de se verificar que o fogo possa ter sido provocado por problemas na instalação elétrica do espaço provisório. “Se houver responsabilidades serão assumidas”, assegura o autarca que, de qualquer modo, dá como certo o apoio ao casal, porque a sua “prioridade são sempre as pessoas”.

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