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Forças Armadas estão na vigilância e combate aos fogos com 12 drones e uma base fica na Lousã

As Forças Armadas (FA) vão apoiar as acções de vigilância e combate aos incêndios rurais com 12 aeronaves não tripuladas, devendo essa missão começar no dia 1 de Junho. As equipas e os drones terão as suas bases em Mirandela, Beja e Lousã, concelho do distrito de Coimbra onde terminou hoje o “Zefiro 22”, um exercício de treino e preparação dos trabalhos de Verão que envolveu meios dos três ramos das FA: Exército, Marinha e Força Aérea. O Zéfiro teve como objectivo exercitar a estrutura de comando, controlo e comunicações, que funciona em articulação com a GNR, na vigilância, e com a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, no combate aos fogos.

“Nove equipas são o mínimo para operar nas três bases”, disse o major-general Paulino Serronha, no Centro de Meios Aéreos da Lousã. O chefe do Estado Maior do Comando Conjunto para as Operações Militares falava aos jornalistas, no final de uma apresentação do “Zefiro”, na qual foi explicado o desenvolvimento da capacidade de intervenção, com sistemas aéreos não tripulados, em missões de protecção civil.

Das três bases, a da Lousã “foi a primeira a ser activada”, em 2020, recordou, explicando que “tem toda a lógica” realizar o exercício no concelho, no aeródromo da Chã do Freixo. “Continuamos a dar formação a novos pilotos destas aeronaves”, adiantou Paulino Serronha, ao explicar que o sistema inclui vigilância diurna e nocturna, tendo em conta que “também existem muitas ignições” durante a noite que os drones estão em condições de detectar.

Os drones “não estão sempre todos operacionais”, mas pelo menos seis estarão “sempre prontos”, diariamente e a nível nacional. É que em 2020 e 2021, ocorreram quatro acidentes com quedas destas aeronaves, que “estão em vias de ser substituídas”. Aeronaves deste tipo, que apoiam os serviços de protecção civil, “não são usadas” actualmente em “operações militares de outra natureza”, porém, isso “não quer dizer” que não o venham a ser no futuro, admitiu o mesmo responsável.

No âmbito de missões internacionais, as forças militares que Portugal tem actualmente na República Centro Africana e na Roménia dispõem de “algumas aeronaves não tripuladas”, mas apenas “com capacidade de detecção e vigilância”, referiu.

Em 2020, o sistema de aeronaves não tripuladas realizou 395 horas de voo, na vigilância dos fogos florestais, e cumpriu 578 horas em 2021, número que deverá aumentar este ano, segundo as previsões dos responsáveis.

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