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Fornos de Algodres pede a quem vive fora que não vá para o concelho, no Baixo Tâmega a quarentena é forçada a todos os que regressam a estes municípios

Multiplicam-se os pedidos de municípios do Interior que solicitam aos emigrantes e a quem vive fora que não visite estas regiões. Agora foi a vez da CM de Fornos de Algodres lançar este apelo, devido ao risco de propagação do novo coronavírus. No Baixo Tâmega foi tomada uma medida mais musculada que obriga todos os que regressam àqueles concelhos a uma quarentena forçada.

“Aconselham-se todas as pessoas que têm ligações a Fornos de Algodres, sejam emigrantes, residam ou trabalhem noutros pontos do país, que não se desloquem para o nosso concelho/região nas próximas semanas, pois a mobilidade geográfica é um foco de propagação do Covid-19”, lê-se num aviso da autarquia publicado na página da rede social Facebook.

O município de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, sublinha que “neste momento desafiante para os portugueses, todos devem ser solidários e estar conscientes de que tem de se cumprir obrigações”. Em caso de dúvida, a autarquia pede para que seja contactado o Serviço de Protecção Civil Municipal pelo telefone n.º 800 210 096.

Mais a Norte, no Baixo Tâmega os portugueses regressados de países com surtos de Covid-19 e que vivam em Celorico de Basto, Baião, Marco de Canaveses, Amarante, Cinfães e Resende terão de ficar isolados durante 14 dias. A decisão foi tomada pela delegada de saúde do Baixo Tâmega para conter a disseminação da doença pelos seis municípios.

Num comunicado assinado ontem, Ana Júlia Sousa, autoridade de saúde no Baixo Tâmega, escreve: “Determino que todos os cidadãos que regressam do estrangeiro permaneçam em tratamento profilático pelo período de 14 dias a contar do dia da chegada”. O documento foi enviado aos municípios para “divulgação imediata”, como confirmou o presidente da Câmara de Celorico de Basto, ao JN Joaquim Mota e Silva.

No texto, Ana Júlia Sousa especifica alguns países de origem – Espanha, França, Suíça – ou “outro país com transmissão comunitária do coronavírus” e apela aos portugueses regressados destas regiões a que se mantenham em “restrição social”, vigiem sintomas como tosse ou febre e, se necessário, telefonem para o centro de saúde.

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