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Frédéric Chopin – Poslúdio – Autor: João Dinis

Sim, segundo a própria família e não segundo o registo escrito com a data de nascimento, faz agora, a 1 de Março, 207 anos que nasceu FryderyK Franciszek Chopin, na região do Ducado de Varsóvia (Polónia).

Por aí viveu e fez sua formação inicial. Aos vinte anos, partiu para Paris onde se radicou e onde desenvolveu sua imensa arte musical enquanto autor e executante, sobretudo de música para piano. Como polaco-francês passou a chamar-se como Frédéric François Chopin, até aos 39 anos, idade com que morreu precocemente vítima de tuberculose.

Sua arte é notável, a ponto de ser considerado como um dos maiores expoentes do “Romantismo” e por alguns críticos e melómanos é colocado ao nível de “monstros sagrados” como Mozart e Beethoven.

Romântico é Chopin, sem dúvida, e com ele nos faz sentir românticos a nós também.

Ao que nos é transmitido por quem o ouviu tocar, foi um exímio pianista. E de facto só isso mesmo poderia ter sido, dada a elevada e completa concepção musical dos seus “nocturnos”, dos seus “prelúdios”, etc, em que, sobrepondo-se aliás ao virtuosismo exigido, muitas das suas músicas exalam todo um profundo “sentimento” e isto não quer dizer que sejam “sentimentalistas” (lamechas) porque sendo “sentimentais-românticas” são vivas e vivas renascem sempre que são (bem) interpretadas hoje.

Pessoalmente, gostamos muito de ouvir – intercaladas – músicas para piano de Beethoven, de Chopin, de Lizt, de Rachmaninoff (de entre outros).

Pois como alguém disse:- “enquanto a Lua brilhar lá no céu; enquanto houver estrelas a brilhar lá no alto; estas músicas também são eternas”.

Modesta mas convictamente, eu junto que enquanto houver dois seres humanos com capacidade para amar e para se amarem, estas músicas – estes músicos – vão acompanhá-los sempre!

E ainda que esses dois e derradeiros seres humanos as não oiçam, eles têm-nas – “lá” – na essência da sua “genética” cultural e vão passá-las, como ADN civilizacional, para seus descendentes, talvez mesmo para o cosmos infinito. E um dia ou uma noite, antes de se consumar o apocalipse, os “anjos” voltarão a tocá-las para que Deus as oiça e reconsidere…e todos os Seres Humanos tenham finalmente condições de acesso e as possam ouvir e apreciar.

Benditos sejam os artistas! Bem-aventurado seja quem os puder entender!

janoentrev1João Dinis, Jano

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