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Gabriel, o cantor «multi-faturador» … Autor: Carlos Martelo

Ou a «pegada rosa» em contratos comprometedores da maioria PS na Câmara de Tábua.

Sem querer ser «papagaio», também vou dar algumas opiniões acerca do que li em «O Tabuense» (número de 17 Novembro que se mantém em «Facebook») acerca das «habilidades artísticas», vamos chamar-lhes assim, de um tal Cantor Gabriel e suas envolvências empresariais muito distintas, mas a convergirem na acumulação de euros em empresas do citado «artista» (…) e pagos pelo Município de Tábua e «correlativos» no caso o PS partido maioritário neste concelho.

Confesso que o meu espanto seguiu em crescendo à medida que lia o artigo – título «Gabriel o Arrebatador».  Assinalo a listagem de casos descritos e documentados pelo «Tabuense».  Destaco a desfaçatez do «artista» que, de várias formas, assume múltiplos atos cometidos afinal como se de um «anjinho (en)cantador» ele se tratasse. E em especial destaco a inadmissível promiscuidade do ponto de vista da transparência e mesmo da legalidade ou da falta dela entre a maioria PS na Câmara Municipal de Tábua, a empresa do «artista» de que falamos e o PS como tal.

Na verdade, como encarar, senão com profunda estranheza, contratos assinados pela maioria PS na Câmara de Tábua que põem a empresa do «artista» – com sede em Lisboa – também a realizar obras adjudicadas, por exemplo, para limpeza de caminhos?  Mas que versatilidade empresarial…ou que imaginação «artística»!…

Porém, estes «fenómenos» ganham contornos muito complicados quando o «artista» em causa, na sua vertente de cantor, também aparece em várias iniciativas partidárias do PS a animar campanhas eleitorais no concelho de Tábua, na caça ao voto!…

As situações descritas em «O Tabuense» justificam que as autoridades nacionais vocacionadas para o efeito venham à liça averiguar os detalhes da «engrenagem» toda para, a seguir, fundamentar as medidas institucionais e judiciais a tomar para esclarecer cabalmente o assunto e imputar prováveis responsabilidades.  Acontece que o prestígio das Instituições como tais também está em jogo.  Aliás, só por si, a exposição pública feita pelo «O Tabuense» dos casos muito suspeitos deve ser suficiente para despoletar essas averiguações oficiais e específicas.  Vamos a ver…

E, ao que se diz, o mesmo tipo de «engrenagem» também funcionou em Oliveira do Hospital

Ao que por aí ouvimos, o Cantor Gabriel também por aqui fatura muitos e muitos euros em vários tabuleiros tirando partido de uma «generosidade» suspeita por parte da maioria PS na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e do PS concelhio. É uma espécie de «triângulo artístico» de muito prováveis e inconfessas cumplicidades entre o citado «artista», a maioria PS na Câmara e o PS como tal.

É, ficamos na expetativa e a seguir a «pegada rosa» que bem se nota nestes imbróglios… Ao que tudo parece indicar, têm mesmo que ser «paráveis»!

Noutro âmbito, os grandes atrasos nas obras na Casa da Cultura César de Oliveira

Devem-se a falta de conexão de ligações de cabos (eléctricos e/ou electrónicos)?

Esta é a síntese de uma «explicação» recente dada a uma televisão pelo atual Presidente da Câmara para os grandes atrasos nestas obras… Não chegou a estes detalhes na também recente entrevista que concedeu a rádio e a jornal locais.

É muito estranho que uma falta de «conexão» do tipo e nesta matéria «técnica» – ligações de cabos – provoque atrasos de alguns anos já.  Mas afinal para que servem os contratos assinados entre a Câmara Municipal e tais empresas em termos de prazos e condições específicas para as obras?  Enfim, falta de conversa da treta não há. Há é falta de eficácia na ação da Câmara e das maiorias PS que a têm (mal) governado!

Apetece parafrasear o próprio Presidente da Câmara, adaptando-o a este caso: «Já não conseguimos contabilizar aquilo que perdemos nos últimos cinco ou seis anos por a obra da Casa da Cultura César de Oliveira ainda não ter sido concluída».

Esperamos é não vir a perder (muito) mais ainda, dizemos nós…

Carlos Martelo

 

 

 

Autor: Carlos Martelo

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