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Grupo de trabalho deixa construção de IC 6,7 e 37 de fora dos projetos prioritários até 2020

Apenas dois dos 30 projetos considerados prioritários pelo grupo de trabalho para as infra estruturas de elevado valor acrescentado ( GT IEVA) são relativos à rodovia: o túnel do Marão e a ligação IP3 Coimbra- Viseu. A construção dos IC6,7 e 37 volta a ficar de fora.

Não deverá ser nos próximos seis anos que o concelho de Oliveira do Hospital e os vizinhos de Seia, Gouveia e Nelas vão ver concretizada a construção dos Itinerários Complementares 6, 7 e 37. Pelo menos assim prevê o relatório final do grupo de trabalho para as infraestruturas de elevado valor acrescentado, apresentado na passada segunda feira ao primeiro ministro e que entra nesta quarta feira, em debate público. Aquele documento estratégico define um total de 30 projetos prioritários até 2020, num investimento global de 5.103,8 milhões de euros. Daqueles, 18 dizem respeito ao setor marítimo, oito ao ferroviário, dois ao rodoviário e outros dois ao aeroportuário.

Na prática, o grupo de trabalho criado em agosto de 2013 e coordenado por José Eduardo Carvalho, presidente da AIP , entende que se deva dar prioridade à ferrovia em detrimento da rodovia e aos portos em vez dos aeroportos. Dá também mais importância à carga e às mercadorias do que aos passageiros. E ao desenvolvimento de infra-estruturas existentes em vez da construção de projectos novos.

No que à área rodoviária diz respeito, o documento contempla apenas dois projetos de entre um total de 30. É o caso do Túnel do Marão e da ligação do IP3 Coimbra- Viseu, representando um investimento estimado de 773 milhões de euros, dos quais 525,6 milhões poderão ser financiados por fundos comunitários. Já 247,4 milhões terão que ser suportados pelo Estado.

“As populações do Interior do país não podem continuar a ser tratadas como pessoas de segunda, a assistir a agonia da morte destes territórios, por aquilo que não se investe e pelo pouco que se tem e está a ser retirado”

De fora ficam assim os projetos de construção dos IC6,7 e 37. Em causa estão acessos há muito reclamados por autarcas e populações da região que garantem não aceder ao resultado final do relatório apresentado pelo grupo de trabalho.

O MAIS – Movimento de Apoio à Construção dos Itinerários Complementares da Serra da Estrela já tornou público o seu protesto, apelando “em primeiro lugar ao governo para que reconsidere a execução destes importantes traçados para não hipotecar ainda mais o desenvolvimento desta região do Interior do país”.

Do mesmo modo, o movimento MAIS apela às populações para que se “insurjam perante mais um atentado que está a ser perpetrado ao interior do país, condenando-o à morte, enquanto se continuam a anunciar grandes investimentos para as regiões mais favorecidas”. “Basta” entende aquele movimento, ao mesmo tempo que desafia a todas as pessoas, empresas e demais entidades desta região da Serra da Estrela que enviem cartas e emails para os responsáveis governamentais apelando à construção destes Itinerários, bem como a preparação de outras iniciativas de contestação e reivindicação.

Na missiva a ser dirigida, o MAIS aconselha a inclusão do seguinte texto: “Vimos reclamar a inclusão dos traçados dos Itinerários Complementares da Serra da Estrela IC6, IC7 e IC37 nos Investimentos de Elevado Valor Acrescentado, para serem executados nos próximos anos, através dos fundos comunitários disponíveis.

As populações do Interior do país não podem continuar a ser tratadas como pessoas de segunda, a assistir a agonia da morte destes territórios, por aquilo que não se investe e pelo pouco que se tem e está a ser retirado. Apelamos à vossa sensibilidade para não termos de sair à rua em manifestações, pela defesa do desenvolvimento da nossa região”.

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