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Grupo Tavfer perdeu seis milhões de euros em 2020, mas ofereceu mais de um milhão de máscaras para combater a pandemia

O grupo Tavfer registou perdas de seis milhões de euros em 2020 associadas à pandemia da covid-19, nas diferentes actividades que a família Tavares Pereira desenvolve, disse hoje um responsável daquele universo empresarial. “Tivemos uma quebra de seis milhões de euros no volume de negócios relativamente à facturação dos anos anteriores”, declarou à Lusa Nuno Pereira, assessor da administração do grupo criado pelo seu pai, Fernando Tavares Pereira, oriundo de Midões, concelho de Tábua, no distrito de Coimbra.

As 53 empresas do grupo, localizadas em diversos municípios, empregam cerca de 600 pessoas com vínculo, a que habitualmente se juntam entre 50 a 100 trabalhadores para tarefas sazonais, sobretudo no setor agrícola, este mais concentrado em Tábua, Oliveira do Hospital e outros concelhos da região. Neste segundo confinamento geral, os 38 centros de inspeção automóvel que a família possui, do Minho ao Algarve, “vão continuar abertos, mas terão menos inspecções”, prevê Nuno Pereira.

“No grupo, os centros de inspecção é que facturam mais”, salientou, recordando que o primeiro confinamento, em 2020, implicou quebras de 20 a 25 por cento no volume de negócios destes serviços, que “estiveram meses parados”. Para apoiar o combate ao novo coronavírus, a partir de março de 2020, “o grupo Tavfer já distribui um milhão de máscaras cirúrgicas”, oferecidas aos clientes e entidades da área social, adiantou.

O grupo familiar possui quatro unidades hoteleiras, incluindo na Serra da Estrela e no Algarve, que estiveram “muitos meses” fechadas. Neste confinamento, Nuno Pereira antecipa que “o pior impacto será nos hotéis”, depois de “uma certa instabilidade das medidas” do Governo, no ano passado, ter originado “instabilidade no emprego e na oferta”. “Tem havido muitos cancelamentos de reservas. Tem sido uma catástrofe”, segundo o empresário.

Na presente vaga da pandemia, “não vamos fazer lay-off nas nossas empresas”, antecipou. “Não sabemos o que isto vai dar. No entanto, quem quiser tem sempre trabalho noutros serviços do grupo ou fica em casa”, afirmou Nuno Pereira.

Na área agroflorestal, que inclui vitivinicultura, olivicultura, silvicultura e fruticultura, “trabalham 50 pessoas a tempo inteiro”, podendo ser contratadas mais para atividades temporárias. “Na parte agrícola, o último verão nem correu mal. E a comercialização de vinho também correu bem em dezembro”, realçou o empresário de Midões, cuja família tem apostado nos últimos anos na produção de frutos silvestres.

A pandemia veio agravar a situação dos diferentes investimentos, desde logo ao nível agrícola e florestal. “Estávamos ainda numa fase de recuperação dos incêndios de 2017 e das tempestades de 2018 e 2019”, referiu, ao indicar que a reposição da capacidade produtiva enfrenta agora acrescidas dificuldades. Nuno Pereira disse que se verifica “alguma falta de material e plantas”, que dependem da importação, e que “é tudo mais lento”.

O grupo possui também dois lares de idosos, além de empresas em áreas tão diferentes como a metalomecânica, a serralharia, a carpintaria, a construção civil e o imobiliário, entre outras.

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