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“Há um eleitorado que confiou em nós e não o podemos defraudar”

Carlos Maia foi eleito, no último sábado, presidente da Comissão Política Concelhia do PS. A merecer o voto expresso de 118 militantes, Maia não se desvia do resultado conseguido pelo partido nas últimas eleições para assumir que a “fasquia está alta”.

Não defraudar o eleitorado que nas últimas eleições autárquicas votou, em bloco, na candidatura socialista é, por esta altura, a preocupação maior do recém eleito presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Oliveira Hospital. Presente a eleições, em lista única, Carlos Maia foi eleito com 118 votos (e três votos brancos) de um universo de cerca de 400 militantes e sucede a José Francisco Rolo na estrutura que comandou nos últimos oito anos.

O destacado militante herda assim um partido que, pelo segundo mandato autárquico consecutivo, é poder no concelho, tendo nas últimas eleições obtido um resultado com que os próprios dirigentes não estavam à espera. “Nunca tínhamos tido este resultado que ultrapassou as nossas expectativas”, admitiu Carlos Maia ao correiodabeiraserra.com que prestes a tomar as rédeas do partido a nível concelhio entende que o melhor caminho é o de dar continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido pela liderança de José Francisco Rolo. Até porque “a fasquia está alta” e é preciso que o partido esteja à atura de um eleitorado que se revelou confiante no trabalho que o executivo socialista desenvolveu no anterior mandato.

Continuar a manter abertas as portas do partido à sociedade civil é o que Carlos Maia pretende fazer com o objetivo de o PS “cimentar mais a sua base eleitoral de apoio”. “O PS vai estar muito atento”, faz também notar o eleito presidente do PS oliveirense que entre os objetivos a atingir tem também o alargamento do número de militantes que, neste momento, ronda as quatro centenas.

Com responsabilidades acrescidas decorrentes de uma esmagadora maioria alcançada pelo partido no passado mês de setembro, Carlos Maia vê porém a tarefa facilitada ao ter pela frente uma oposição “que é o que é” e que “está na situação em que está por culpa própria”. Sem querer falar muito da oposição, o socialista acaba por encontrar no PSD concelhio aquilo que não quer que se venha a verificar no seio do seu partido. “Aquele partido foi dividido e eu quero um PS unido”, refere ainda Carlos Maia certo de que, independentemente do tipo de oposição que irá ser feita, “a representatividade que o PSD tem hoje, não tem nada a ver com a verificada anteriormente”.

Ainda sem data marcada para a tomada de posse, Carlos Maia já perspetiva aquelas que vão ser as primeiras medidas a tomar. Uma reunião com o presidente da ESTGOH surge no topo das prioridades de Maia que se confessa muito preocupado com as “grandes machadadas” de que tem sido alvo o ensino superior em Oliveira do Hospital.

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