Home - Opinião - IC 6 é uma espécie de lenda e também já é uma espécie de “vigarice” eleitoral. Autor: João Dinis, Jano

IC 6 é uma espécie de lenda e também já é uma espécie de “vigarice” eleitoral. Autor: João Dinis, Jano

De facto, o Itinerário Complementar nº 6 – o I C 6 – já se vai transformando numa espécie de lenda que, ao longo de pelo menos 15 anos, nos vai sendo contada por governantes atrás de governantes, por autarcas atrás de autarcas da Região, em especial quando se aproximam eleições.

E agora aí estamos de novo mas dentro do estilo de velhas propagandas eleiçoeiras.

O Governo PS quer mesmo ser ainda mais eleiçoeiro, ser ainda um maior contador de estórias sobre o IC 6, que outros e anteriores Governos de PSD e CDS/PP.  E os autarcas e candidatos a autarcas pelo PS ficam agitados de comprometidos em tanta patranha político-partidária embora não hesitem em voltar a dar a cara pelo PS.

Este ano de 2021 e para ficarmos apenas por este ano – que é ano de eleições autárquicas – já mudaram a agulha da conversa.  Primeiro, vieram em grande gritaria congratular-se por o Governo PS ir incluir as obras do IC 6 e de algumas melhorias no IP 3 no tal Plano de Recuperação e Resiliência, PRR, vulgo “bazuca”.  Porém, o mesmo Governo e por opção política, docilmente perante Bruxelas, deixou cair essas Obras do PRR, situação que não deixou de agitar, nervosinhos, os candidatos PS…

Agora, produziram mais uma “Resolução do Conselho de Ministros – a Resolução          nº 46-A/2021” para onde impontaram decisões do Governo para as mesma Obras no      IC 6.  Portanto, convém ir ler essa Resolução nº 46-A/2021.

Quem o fizer, verá que aquilo que os tecnocratas do Governo chamam de “procedimentos” inclui de facto o prolongamento do IC 6 por dentro do concelho de Oliveira do Hospital até Folhadosa no início do vizinho concelho de Seia.  Aponta para uma obra faseada até 2026 (para já…) e com um orçamento total para 38 milhões de euros repartidos por 2024 – 25 – 26, ou seja, no papel, a “lenda do IC 6” volta a ser contemplada…

Financiamentos previstos através dos Leilões Electrónicos das frequências

ditas de “5ª geração” ou “G 5” para as grandes empresas de telecomunicações.

 Enfim, desta vez, os tecnocratas do Governo colocam os Leilões Electrónicos de frequências ditas de “5ª Geração” ou “G 5” para as telecomunicações, a forneceram as verbas (Orçamentos do Estado) para execução, à responsabilidade da “Infraestruturas de Portugal, SA”, de “cinco projectos rodoviários” de entre os quais o IC 6.   O total dessas verbas para os cinco projectos, atinge (sem IVA) 143 milhões de euros a investir até 2026 (inclusive).

Porém, estão a contar demasiado como “o ovo no cu da galinha”, ou seja, os Leilões Electrónicos são uma espécie de financiamentos de “casino” – vai ser precisa sorte – até porque já estão atrasados no tempo e com complicadas perspectivas de evolução…  Portanto, pode haver “imprevistos” capazes de contrariar as intenções orçamentais agora manifestadas.  Mas, entretanto, a propaganda continua a ser feita…  E é já uma espécie de “vigarice” eleitoralista!

Um dia, o IC 6 vai ser feito!   Quando houver vontade política para isso!…

 Já temos dito e repetimos.  Um dia, o IC 6 vai ser feito!  Quem viver, vai confirmar…

Fazemos votos de que seja posto fim a esta espécie de “lenda do IC 6”.

Para isso, basta haver vontade política deste ou de outro Governo…e o orçamento aparece!

Mais, de nossa parte exortamos todas e todos a lutar para que isso mesmo aconteça e o mais rapidamente possível que já se faz muito tarde.

Basta de propaganda eleitoralista!   Venha a obra do IC 6!

 

 

 

 

Autor: João Dinis, Jano

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